7 de janeiro de 2008

França será dona da terceira maior máquina de calcular para uso científico

O Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) irá dispor da terceira maior "supermáquina" de calcular do mundo, fabricada pela gigante da informática IBM.

A "supermáquina", segundo comunicado do CNRS, permitirá aumentar a potência dos instrumentos de cálculo de 6,7 teraflops para 207, ou seja, centenas de bilhões de cálculos por segundo.

Se todos esses cálculos fossem realizados por pessoas dotadas de simples máquinas de calcular, seriam necessários cerca de 300 mil operadores durante 20 anos.

Atualmente, só estão em funcionamento duas máquinas que ainda superam a que estará à disposição do CNRS: uma no Departamento de Energia dos Estados Unidos e outra no centro de pesquisa alemão Forschungzentrum Jülich.

Um centro oficial de pesquisa da França ressaltou que esta plataforma constitui uma verdadeira mudança para a comunidade do país e prevê futuros investimentos que podem ser realizados para um chamado "Grande Equipamento Nacional de Cálculo Intensivo".

A nova plataforma constará de dez "armários" Blue Gene/P que serão instalados até o final do mês, e serão, ainda, acrescentados oito "racks Power 6" em julho, o que irá oferecer a melhor relação disponível entre consumo de energia e potência resultante.

A "supermáquina de calcular" terá uma utilidade polivalente, já que muitas disciplinas científicas necessitam dispor de grandes capacidades de cálculo.

Assim, por exemplo, servirá para os estudiosos do clima que se interessam pelo aquecimento e seus efeitos sobre os ecossistemas, ou as probabilidades de fenômenos extremos.

No campo da química, o aumento da capacidade de cálculo é indispensável para analisar a combustão de hidrocarbonetos, no qual estão envolvidos centenas de componentes que geram milhares de reações.

A biologia também poderá recorrer a esta nova plataforma para o estudo da estrutura das proteínas, suas reações e, de forma geral, a simulação da complexidade dos componentes dos ecossistemas.

O centro de pesquisa pública afirmou que "com este sistema aberto a todos os pesquisadores, seja do setor público ou privado, o CNRS dará aos estudiosos franceses os meios para preparar o futuro".

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