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9 de janeiro de 2008

ACEITANDO O DESAFIO

Caros amigos e amigas do Verde Segredo

Não sei se lembram do desafio que fiz via grupo para que plantássemos nós mesmos algumas árvores. Sei que parece pouco, mas se cada um fizer um pouquinho o mundo melhora.

Moro no Jardim Boa Vista, Embu Guaçu há 18 anos e temos colocado por desafio arborizar nosso bairro.Já conseguimos fazer um pouco. Há uma área que pertence ao DNER e por isso a prefeitura não faz a conservação.Minha família e eu, mais alguns vizinhos bem intencionados estamos cuidando um pouco de nosso bairro.

Esta é a entrada do Jardim Boa Vista:










Nessa parte superior que está verde plantamos em torno de 50 mudas de árvores, todas elas plantadas de sementes que recolhi no tempo que estudei na arborizado USP, quando passeava no parque ecológico, quando fiz minha pós graduação em Lavras e por onde eu passo e encontro sementes. Minha tia também adora fazer mudas de sementes. Ela é responsável por todas as sibipirunas do bairro. Plantamos pitangueiras, limoeiros, jatobás, patas de vaca, ingá, jambolão, ameixeiras, ficus, pinhão, pinheiros, ipê, pau-brasil dentre outras. Como a parte superior já está toda plantada, nossa ambiciosa meta é a de plantar árvores nessa parte de terra que vemos na foto.






Infelizmente, ainda há muitas pessoas que simplesmente utilizam essas áreas para jogar lixo, apesar do caminhão da coleta de lixo passar três vezes na semana. Essa parte é mais difícil. Mudar a paisagem é mais fácil que mudar a cabeça das pessoas. Mas a parte boa é que quando estamos plantando, aparecem crianças para conversar e esse é o momento de se plantar a boa semente da educação ambiental. Enquanto plantávamos, ouvimos das crianças o aborrecimento de verem pessoas que jogam lixo nessa área. Ficam olhando para as árvores e sabem que em breve muitas delas produzirão frutos. A ameixeira foi a primeira e suas sementinhas já formam uma nova geração de mudas, assim como as do ipê.






Na foto abaixo estão as militantes ambientais sexagenárias, minha tia e minha mãe. Meu tio setentão também faz parte da equipe, só que ultimamente está precisando é da sombra das árvores.













Essas minhas queridas são minhas bravas companheiras no plantio das árvores, especialmente minha tia, que não tem medo de enxada.





Só neste início de ano plantamos juntas 6 mudas de árvores: duas pitangueiras, duas sibipirunas, um flanboyant e um pau-brasil. Aproveitamos o final da tarde para fazer esse serviço, aproveitando a trégua do sol, e só paramos quando vemos o sol se por no horizonte entre as árvores de nossa mini floresta.



Na verdade, só queria retomar meu desafio e se você não tiver nenhuma área para cuidar, aceito sua ajuda, porque a tarefa é hercúlea.

Conheça um pouco do Parque da Várzea de Embu Guaçu

http://eejor.blogspot.com/2007/09/mutiro-verde-na-eejor_1326.html

Embu Guaçu vista de cima.

12 de novembro de 2007

Reciclagem de sucata eletrônica permite obtenção de matéria-prima nobre

Computadores, aparelhos de televisão, rádios e celulares carregam muito mais que utilidades e facilidades: quase todos os metais da tabela periódica podem ser encontrados em placas de circuito impresso que compõem equipamentos eletroeletrônicos em geral. Preocupado em impedir que esses metais retornem ao meio ambiente de forma inadequada, o engenheiro Hugo Marcelo Veit desenvolveu um processo inédito para reciclar sucatas eletrônicas, que envolve métodos mecânicos (magnéticos e eletrostáticos) e eletroquímicos. O trabalho foi realizado dentro do programa de pós-graduação em ciência dos materiais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

“Das placas podemos obter, entre outros elementos químicos, estanho, níquel, ouro, paládio, alumínio, chumbo e, principalmente, cobre”, explica Veit. Segundo o pesquisador, de uma tonelada de sucata é possível reaproveitar 53 kg de cobre, propiciando uma economia relevante. “Além de recuperar cobre, que é um metal caro, impedimos, por meio da separação, que o chumbo contamine o ambiente”, completa.

O processo começa com a separação de materiais que contêm substâncias corrosivas, como baterias, e em seguida as placas passam por rotores dotados de facas de aço. A sucata é moída duas vezes até que todos os pedaços fiquem com menos de 1 mm. Segundo Veit, a moagem libera os metais – faz com que os materiais polímeros e cerâmicos deixem de envolvê-los. Depois o pó é peneirado para uma primeira separação, chamada de granulométrica. Em geral os metais são mais grossos que as outras substâncias.

Ferro e níquel são, então, retirados da mistura por meio magnético, e os polímeros e cerâmicos, por não serem condutores, acabam completamente separados no processo eletrostático. O passo seguinte é a dissolução dos metais em ácido sulfúrico para transformá-los em íons, aos quais é aplicada uma diferença de potencial capaz de provocar o depósito de um elemento específico, como, por exemplo, o cobre. Veit explica que cada metal tem um potencial elétrico característico. Portanto, a aplicação de uma corrente elétrica específica faz com que uma substância se deposite, enquanto as outras continuam em solução.

A solução é encerrada em uma espécie de caixa, na qual uma das paredes é um catodo (pólo negativo) e outra é um anodo (pólo positivo). Nesse caso, o catodo é uma chapa de cobre e, quando a solução é submetida a uma corrente elétrica, os íons de cobre se depositam na forma sólida sobre a chapa. O processo leva cerca de quatro ou cinco horas e até agora só foi feito em escala laboratorial.

Aplicação prática

A pesquisa provou que, com a reciclagem, é possível obter cobre com 99% de pureza, a um custo equivalente ao da retirada do cobre da natureza. O processo traz inegáveis benefícios para o ambiente, uma vez que reduz a necessidade de extração do cobre e retém no laboratório metais pesados como o chumbo, cuja dispersão na natureza é muito nociva.

Como o processo nunca foi aplicado em escala industrial, não é possível estimar suas vantagens econômicas. Segundo Veit, não existe uma legislação específica que obrigue as empresas a encontrar um destino adequado para esse tipo de sucata. Por isso a iniciativa privada não tem interesse em adotar o processo em seus laboratórios.

A pesquisa de doutorado de Veit – orientada pela engenheira Andrea Moura Bernardes, do Departamento de Materiais da UFRGS – foi premiada, na categoria Graduado, na última edição do Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para o pesquisador, a premiação, em março passado, foi um grande estímulo para levar seu estudo adiante. Veit já tem em mente um novo projeto: ampliar a pesquisa para a reciclagem do produto inteiro e não só das placas. Seu próximo passo será estudar os telefones celulares.

Fonte: http://ceticismo.wordpress.com/

Fórum Internacional de Energia Renovável e Sustentabilidade

As inscrições para o Fórum, que será no Costão do Santinho Resort, estão abertas. Informações pelo número 0800 643-1400 ou pelo e-mail info@ecopowerbrasil.com.br. Outros detalhes estão no site http://www.ecopowerbrasil.com.br.

Pedagogia da sustentabilidade

A Pedagogia da Sustentabilidade tem como objetivo fazer emergir a consciência de que somos apenas uma partícula no universo, que nada está separado e que, portanto, somos responsáveis pela vida no planeta que habitamos.Essa idéia nos conecta com o sentimento mais profundo do que é sustentável, como a respiração nos conecta com a existência. Cada passo, cada medida, cada ação e cada atitude, devem estar seguras do impacto ambiental e social que podem provocar. Somente dessa forma estaremos caminhando para a sobrevivência global.No século XXI a Educação deve favorecer a Sustentabilidade da Vida no Planeta. O conhecimento só faz sentido se for aplicado para benefício do ecossistema do qual fazemos parte. A fragmentação do conhecimento levou o homem à fragmentação da própria vida: aprendemos a cuidar das partes sem a visão do todo. Daí a necessidade de uma base educacional Transdisciplinar que convoque a todos os educadores para um olhar global, cuidadoso e responsável com a sustentabilidade da vida no Planeta e no Universo onde estamos incluídos. A Pedagogia da Sustentabilidade foi construída através de uma didática criada a partir da prática vivenciada na Escola Vila em Fortaleza, Ceará, fundada em 1981.O forte dessa prática foi investir em uma didática de estímulo à criatividade, à interação e à ação do aluno no processo de aprendizado. Da Educação Infantil ao 9o. ano do Ensino Fundamental, estamos promovendo o aprendizado de forma mais ampla, sempre buscando interligar o fazer, o sentir e o pensar.
Fonte:http://envolverde.ig.com.br

11 de novembro de 2007

Apresentações Sensibilizadoras, Dinâmicas e Reflexivas para Educação Ambiental


Sensibilização 1

MÚSICA: É ISSO AÍ

Apresentação da música com imagens do ambiente que visa o despertar da consciência ambiental.
Sensibilização 2

Sem palavras...

Apresenta alguns slides com imagens que remetem uma reflexão sobre alguns aspectos da vida cotidiana.

Sugiro que sejam elaborados materiais dentro desta mesma temática utilizando fotos do ambiente local - onde as pessoas se identifiquem - sendo apresentado em diferentes momento.

A fotografia faz cada vez mais parte do nosso cotidiano e fornece um rico material para a elaboração de um acervo, tendo em vista o valor estar no registro da imagem, não apenas na qualidade.
Sensibilização 3

Reciclar

Apresenta slides que tratam do assunto reciclagem numa abordagem reflexiva, relacionada com hábitos e atitudes.

Propõe interatividade sugerindo fazer algumas anotações na medida em que os slides forem passando.

Salientamos que incluir uma melodia é fundamental para realizar esta atividade.



Fonte:http://www.apoema.com.br

9 de novembro de 2007

Capacitação de Professores do FOTO ARTE 2007


Acontece na próxima terça-feira, em parceria com a Universidade de Brasília, no Espaço Cultural Contemporâneo. Informações: 33272027, Ramal 29.

8 de novembro de 2007

É o atual sistema econômico mundial Sustentável do ponto de vista ambiental?

O fenômeno da globalização é um dos pontos centrais do debate acerca das novas tendências que se desenham para o cenário internacional deste novo século. A temática ambiental é, indubitavelmente, um dos grandes temas deste início de século.

Uma das respostas referentes às preocupações sobre os crescentes impactos da atividade econômica humana sobre os recursos naturais veio em 1983, quando a ONU criou a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento com o intuito de propor meios de harmonizar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

O objetivo deste breve artigo consiste em analisar, à luz do que foi exposto nesta sucinta introdução, a possível (ou possíveis) resposta (ou respostas) à seguinte indagação: é o atual sistema econômico mundial sustentável do ponto de vista ambiental? Seria demasiada pretensão, em tão breve análise, apontar uma resposta definitiva para uma questão que é tema de acalorados debates.

A primeira abordagem a ser verificada é aquela desenvolvida pela Economia Ambiental Neoclássica. Ela visualiza o sistema econômico inserido em um meio externo passivo.Os neoclássicos ressaltam a condição paretiana de que seja assegurada, pelo menos a manutenção do bem-estar dos que hoje vivem nas economias de mercado avançada.

Segunda abordagem a ser analisada, argumentam que “se forem mantidos os atuais padrões de expansão da economia global, a humanidade enfrentará, não só rápida depleção de recursos naturais vitais, como também extensa destruição de espécies e perigosa acumulação de dejetos sólidos no ecossistema” (MUELLER, 1999).

Lester Brown propõe uma profunda reestruturação do atual sistema econômico. Brown sugere o desenvolvimento de uma Economia Ambiental Sustentável . Esta proposta de reformulação será a última, mas não menos importante, corrente de pensamento a ser analisada para que então possamos discorrer sobre as conclusões alcançada.

A não destruição do meio ambiente e o baixo custo dessas fontes de energia renováveis são os grandes atrativos deste novo modelo econômico fundamentado na idéia da sustentabilidade. A adaptação de tradicionais instrumentos econômicos, de forma a torná-los compatíveis com esta proposta, seria uma das maneiras de viabilizar a transição do atual sistema econômica para o sistema da economia sustentável.

Chegar a um modelo econômico compatível com a retórica da sustentabilidade não é uma meta alcançável pela simples atuação das forças de mercado, mas sim por meio de um planejamento sinérgico que envolva a plena participação da sociedade e a cooperação entre os diversos atores envolvidos neste processo como as entidades governamentais e as ONGs.A resposta à pergunta a que se propõe responder este ensaio é NÃO.

Os modelos, abordagens e pensamentos citados ao longo deste ensaio são uma parcela ínfima do que se tem feito e discutido nos meios acadêmicos e demais fóruns de debate.



Fonte:http://www.economiabr.net

ECOLOGIA SISTÊMICA - Fritjot Capra

Por quê Ecologia sistêmica ?

Por não estar relacionada a um elemento ou fato isolado, mas a uma forma de ver o todo, daí dizer-se ecologia holística ou sistêmica. Estáintimamente relacionado as idéias de conexidade, de relações e contexto. Todo sistema é composto de partes individuais, mas estas partesnão são isoladas, antes a natureza do todo é diferente da soma de suas partes. As características das partes surgem das interações e das relações entre as partes. O pensamento sistêmico é contextual e oposto ao analítico. O analítico isola os elementos para entende-los, enquanto o sistêmico coloca-os num contexto mais amplo.

Crise

Atualmente, nossa civilização depara-se com um choque entre sua existência incompatível com a preservação dos recursos e capacidade do planeta. Essa crise é gerada pelo crescimento econômico, populacional, exaustão de recursos, explosão demográfica, destruição dos ecossistema, desequilíbrio ambiental planetário, proliferação da miséria, quebra da capacidade de sustentação do planeta. A crise embora tenha desdobramentos concretos é em sua essência geradora, uma crise de conhecimento, proveniente de uma forma de pensar preponderante que enfatiza a racionalidade e como conseqüência disso a geração de uma cultura que fomenta o cientificismo.


A ênfase no materialismo em detrimento do ser, paralelo ao estilo de vida gerado pelo desenvolvimento econômico gerou uma coisificação ou desumanização da cultura.Essa crise levará a uma reorientação da história, através das pressões geradas por ela mesma. Tal processo já está acontecendo de forma gradual. Para onde o processo se encaminha e qual será o resultado? – Não sabemos.

Paradigmas e crise de percepção

Nossa civilização passa por uma crise de percepção. Nosso enfoque para os diversos segmentos, processos e fenômenos em nossa sociedade são sempre pertinentes a um ótica que os toma como sendo não interligados e também não interdependentes. Isto é, tratamos as situações como problemas não relacionados. Os problemas surgem e uma vez que passam a existir sugere-se uma solução compartimentalizada para os mesmos. Trata-se a manifestação ou a conseqüência, mas não as causas. As causas sempre são mais difíceis de serem tratadas por estarem relacionadas ao modulus vivendi de nossa sociedade, ou estreitamente relacionadas à prática capitalista ou cultural.

Daí, ser difícil lidar com tais situações. Mais fácil é a implementação de soluções localizadas, do que gerar qualquer modificação no fenômeno causador. Capra diz que a humanidade passa por uma crise de percepção constituída pelos paradigmas equivocados que a regem.

Quanto aos paradigmas atualmente prevalecentes e que dominam nossa cultura, podem ser citados a visão do universo como um sistema mecânico composto de blocos de construção elementares, o corpo humano como uma máquina, a vida em sociedade como uma luta competitiva pela existência, a crença no progresso material ilimitado, a ser obtido por intermédio de crescimento econômico e tecnológico, e também a crença generalizada da inferioridade da mulher.

Ainda prevalece em nossa sociedade o paradigma do mecanicismo cartesiano: essa maneira de pensar teve origem nos séculos XVI e XVII, quando, em detrimento de uma visão aristotélica e cristã do mundo e de suas coisas, passou a existir um enfoque “científico”, que propôs que tudo poderia ser explicado pela ciência. A física, astronomia e matemática através das obras de Copérnico, Galileu, Descartes, Bacon, Newton, dentre outros, forneceram o fundamento para essa mudança. No campo filosófico e religioso, Deus e/ou seu conceito, deixam de serem o centro, para a ascensão de uma visão antropocêntrica que prevalece até hoje.

“mais do que uma crise ecológica, a problemática ambiental diz respeito a um questionamento do pensamento e do entendimento, da ontologia e da epistemologia pelas quais a civilização ocidental tem compreendido o ser, os entes e as coisas; da ciência e da razão tecnológica pelas as quais temos dominado a natureza e economicizado o mundo moderno”
(Capra )

Holismo

Propõe uma visão em que o mundo é visto como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. É tomar um todo funcional e compreender as interdependências das diversas partes. Se for acrescentado o enfoque ecológico, é necessário dizer que o elemento considerado está dentro de um ambiente que lhe fornece elementos, e que por sua vez também é afetado pelo elemento em consideração.

Ecologia rasa

Trata-se da ecologia antropocêntrica. O homem jaz acima da natureza e dele provêm a fonte de todos os conceitos e valores. Exemplo: -tal animal serve para isso; -tal espécie vegetal vale no mercado tantos R$. As coisas são definidas e analisadas segundo a utilidade que apresentam à subsistência ou sob ótica da valoração econômica. Prevale-se um enfoque UTILITARISTA ou ECONOMICISTA.

Ecologia profunda

Propõe o reconhecimento do valor intrínseco de todos os seres e coisas através de sua interconecção. O valor das plantas, animais e minerais está em sua existência em si. Esses elementos interagem continuamente mantendo um TODO harmônico imprescindível para a continuidade da existência. Havendo a continuidade da existência do TODO, o homem terá sua existência garantida, pois ele é apenas um elemento menor de um ecossistema maior denominado Biosfera.

“...a ecologia profunda está alicerçada em valores ecocêntricos (centralizados na Terra). É uma visão de mundo que reconhece o valor inerente da vida não-humana.”
(Capra)

Para que ocorra essa mudança de paradigma é necessário uma expansão não apenas de percepções e maneiras de pensar, mas também de valores.





Fonte:http://www.bios.org.br

Galeria de René Magritte


Magritte nasceu em 1898 e morreu em 1967. Ao ser classificado de surrealista, reagiu e disse fazer uso da pintura com o objectivo de tornar visíveis os seus pensamentos. Magritte foi de facto um surrealista, mas foi também um pensador. O seu trabalho é sempre complexo e obriga ao raciocínio, à interpretação e ao estudo. Os quadros de Magritte não podem ser simplesmente vistos. Precisam ser pensados. Todo o surrealismo tem um trago de loucura que revela toda a genialidade. E Magritte é genial.

The Dangerous Liaison, 1926Baseadas na imagem do espelho, as certezas perceptíveis são novamente chamadas. A relação entre o espelho e aquilo que reflecte, uma relação vulgarmente considerada indissolúvel, surge quebrada. Uma jovem nua pode ver-se numa perspectiva alterada no espelho por trás do qual está de pé, contudo o observador que está colocado à frente do espelho esperaria ver-se reflectido nele.

Le Blanc-Seing, 1965Coisas visíveis podem ser invisíveis. Se alguém cavalga por um bosque, a princípio vemo-lo, depois não, contudo sabemos que está lá. Todavia, os nossos poderes de pensamento abrangem tanto o visível como o invisível.

L'Empire des Lumieres, 1954Uma cena nocturna sob um céu diurno. Só a um segundo olhar reconhecemos a natureza surreal desta cena aparentemente realista. Magritte interpretou-a da seguinte forma: "... a paisagem leva-nos a pensar na noite, o céu no dia. Na minha opinião, esta simultaneidade de dia e noite tem o poder de surpreender e de encantar. Chamo a este poder poesia."

Le seducteur, 1953O observador é seduzido por uma ideia que é poética e plausível ao mesmo tempo, a de um objecto assumindo a substância do material em que se sente à vontade. Aqui, por exemplo, o navio é construído de água, tornando-se por isso uma espécie de "castelo do ar" da pintura e do mundo das ideias de Magritte.

The Son of Man, 1926É provavelmente dos quadros mais famosos de Magritte. Ele define-o desta forma: "Tudo o que vemos esconde outra coisa, e nós queremos sempre ver o que está escondido pelo que vemos.
"My painting is visible images which conceal nothing; they evoke mystery and, indeed, when one sees one of my pictures, one asks oneself this simple question 'What does that mean'? It does not mean anything, because mystery means nothing either, it is unknowable."



7 de novembro de 2007

Alunos estaduais transformam matemática e garrafas de plástico em mobília

Cinco mil seiscentas e vinte e quatro garrafas plásticas transformadas, em 30 dias, em salas de jantar, racks, sofás e várias outras peças de mobília, hoje expostas no shopping. O que era para ser apenas um trabalho para uma feira de ciências transformou-se em objeto do desejo com uma lista de pedidos crescente. E os autores não são mestres do design, mas 200 alunos do ensino médio da Escola Estadual João Marciano de Almeida, no município de Franca, interior do Estado de São Paulo.

"A idéia é levar o conceito da matemática à prática. Temos, do projeto à construção e montagem das peças, a utilização de conceitos matemáticos, como geometria plana e espacial entre outros", afirma a idealizadora do projeto, a professora de Matemática Verônica Aparecida Barbosa Freitas. Outros dois professores da disciplina, Valéria Leite e Carlos Antonio de Freitas, também auxiliaram nas várias etapas da iniciativa que acabou por mobilizar toda a comunidade do entorno da escola.

Este tipo de prática é incentivada pela Secretaria de Estado da Educação. "O ensino de matemática é fundamental. A Secretaria quer que exemplos como este sejam ampliados para todo o Estado", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Foram 30 dias recolhendo o suficiente para encher 3 caminhões médios. "Fizemos uma permuta de garrafas com uma empresa de reciclagem local, pois procurávamos por PETs de 2 litros", explicou. "Nossa intenção agora é despertar o interesse de instituições do Estado, por exemplo a Fundação Casa (antiga Febem), para a possibilidade de implementarem a iniciativa com seus jovens", concluiu a professora de Matemática.
Fonte:http://www.educacao.sp.gov.br

Mudança climática pode acabar com a globalização

As alterações no clima do planeta podem acabar com a globalização antes de 2040, alertam especialistas norte-americanos em relatório divulgado nesta segunda-feira (5). A tendência, segundo o relatório, é que os países se isolem para poupar seus escassos recursos, com o surgimento de conflitos pelo deslocamento de refugiados de secas e da elevação dos mares. A escassez dos recursos naturais deverá ditar os termos das relações internacionais no futuro, segundo Leon Fuerth, da Universidade George Washington, um dos autores do relatório. "A cooperação global com base em um mundo rico em recursos pode dar lugar a um regime ondeas matérias-primas vitais são escassas', disse Fuerth à Reuters, ao divulgar o relatório"AEra das Consequências".
"Algumas das conseqüências podem essencialmente envolver o fim da globalização tal qual a conhecemos, pois diferentes partes da Terra se contraem a fim de tentar conservar o que precisam para sobreviver", disse Fuerth, que foi assessor de segurança nacional do ex-vice-presidente Al Gore.
De acordo com Fuerth, os países ricos "atravessam um processo de 30 anos de chutar as pessoas para fora do bote salva-vidas", enquanto as nações mais pobres sofrem as piores conseqüências ambientais, que podem ser "extremamente debilitantes em termos morais".
"Isso também indica que o tipo de ódio que se cria entre diferentes grupos será acentuado conforme esses grupos tentem se deslocar para locais mais amenos do planeta", disse Fuerth.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br












Amazônia


“Amazônia” é o 21º livro de Araquém Alcântara e mostra a degradação do maior patrimônio natural do país. A obra é composta de 132 fotos, que mostram a população local, os amazônidas, a paisagem e a fauna da região, além das imagens da devastação, como queimadas, descampados e troncos sendo transportados pelo rio. “Essa fertilização imensa que é a região amazônica está sendo dizimada por uma política ambiental pífia e inconseqüente que se arrasta desde a ditadura militar. Aliada à corrupção, ao despreparo dos governantes e à passividade da opinião pública, essa política, ou “apolítica ambiental” já fizeram com que a Amazônia perdesse 18% de sua cobertura original. Hoje, 4% dessa área não serve mais para nada, virou deserto”, afirma o fotógrafo, cuja primeira viagem à região deu-se em 1979”.

BIOGRAFIA

O fotógrafo e jornalista Araquém Alcântara, nascido em Florianópolis (SC) em 1951, tem mais de trinta anos de experiência profissional – começou em 1972 no jornal Cidade de Santos - e já trabalhou em alguns dos principais veículos de comunicação do Brasil, como IstoÉ, Veja, O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde. É o fotógrafo brasileiro com mais livros editados: “Amazônia” é o 21º. Possui o livro de fotos mais vendido no Brasil – Terra Brasil, de 1998, que já vendeu mais de 50 mil cópias – e é pioneiro na fotografia de natureza no país. Araquém é ainda um dos mais importantes documentaristas do Brasil, retratando desde os anos 70 seus parques, animais, manifestações culturais e seu povo.


Brasil é eleito para o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO


Foram eleitos nove membros novos para o Comitê do Patrimônio Mundial, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) encarregada de fiscalizar as maravilhas culturais e naturais. Austrália, Barein, Barbados, Brasil, China, Egito, Jordânia, Nigéria e Suécia foram eleitos para um mandato de quatro anos. A eleição ocorreu durante a convenção da Assembléia Geral dos 184 estados-parte da Convenção concernente à proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural realizada em Paris (França).

Os nove países eleitos substituirão Benin, Chile, Índia, Japão, Kuwait, Lituânia, Nova Zelândia, Noruega e Holanda, cujos mandatos expiraram este ano. Já os mandatos de Canadá, Cuba, Israel, Quênia, Madagascar, Maurício, Marrocos, Peru, Espanha, Coréia do Sul, Tunísia e Estados Unidos terminam somente em 2009.

O Comitê se reúne todo ano para inscrever possíveis lugares na Lista de Patrimônio Mundial. Essa reunião serve também para examinar o estado dos lugares que constam na Lista e para decidir quais ações necessárias para salvaguardá-los.


Fonte:http://www.unicrio.org.br