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24 de novembro de 2007

O confronto entre Mídia e Meio Ambiente

A mídia informa e é capaz de legitimar representações e conceitos diante da sociedade. Suas ações marcam espaços e maneiras de ser, pensar e agir perante as questões que tangem às relações humanas. Já o meio ambiente é o que nos permite sobreviver sobre o planeta Terra. Ele incorpora a água que bebemos, o ar que respiramos, os recursos naturais com os quais produzimos alimentos, roupas, proteção e conforto. Haveria motivos para a mídia confrontar-se com aquilo que nos mantêm vivos?

É um paradoxo observar que, muitas vezes, quem poderia esclarecer os cuidados e riscos que o meio ambiente necessita para sua preservação (e aqui, implícita, está a manutenção da vida do homem) trata esta de modo indiferente. Parece, à primeira vista, inadmissível que a maior fonte de disseminação das informações reserve o espaço destinado às reflexões sobre as condições do nosso habitat para notícias de cunho ambiental meramente ilustrativas. Refiro-me às matérias jornalísticas focadas em curiosidades da vida animal, em fatos pitorescos do cotidiano que abrangem a fauna ou a flora e de espetacularizações em cima de fenômenos naturais. A tragédia ou o desastre ambiental pauta os meios de comunicação em virtude, especialmente, do tom apocalíptico que se impõe à notícia.

Sabemos que os jornais e programas jornalísticos em geral buscam o conhecido "furo". Esse jargão, amplamente difundido dentro das redações, demarca a questão da importância dada às informações publicadas na mídia: mais vale divulgar o inusitado pífio ao problema que, mesmo sendo de relevância, seja permanente. Nota-se muito tal descaso em jornais de veiculação diária. Embora hoje em dia já existam editorias específicas para a pauta sobre meio ambiente, estas são restritas e mal-aproveitadas. Os próprios repórteres encarregados das seções indicadas não possuem domínio dos termos utilizados nesse campo. Faltam recursos para a produção de reportagens maiores e as páginas destinadas ao tema são as de menos valor. Conclui-se que, apesar de existir exceções, a notícia ambiental é desprestigiada pelas empresas jornalísticas, resultando em matérias pouco atrativas e de pouco interesse público.

É claro que não podemos generalizar. Há veículos de comunicação que desempenham satisfatoriamente sua responsabilidade social e ambiental diante de seus receptores. Nos dias de hoje, vê-se na internet um enorme leque de possibilidades de endereços eletrônicos que informam de maneira compreensível as problemáticas que envolvem o meio ambiente. Também há editorias de impressos e blocos de programação, radiofônica e televisiva, que proporcionam uma visão consciente sobre a temática.

O que pretendo frisar são os aspectos que impedem que a notícia ambiental, em sua essência, seja colocada para a sociedade. Haveria motivos para ocultar fatores que põe em risco nosso mundo? Se os interesses econômicos e políticos prevalecem sobre a existência humana, com certeza, está faltando um pouco de ética no jornalismo que consumimos.

Sabemos, já há algum tempo, que o poder legitimado pela mídia não prioriza a conservação humana. As pressões pelas quais são submetidos os jornalistas, emaranhados nas frágeis redes da estrutura do exercício da profissão, os fazem temer desvelar os jogos de complacência construídos no meio midiático. Além disso, a falta de qualificação não os permite noticiar com clareza as pautas ambientais.

Urge, em vista do que foi exposto, reforçar as bases do jornalismo, primordialmente no que tange às circunstâncias ambientais. A valorização do respeito ao meio em que vivemos e de suas conseqüências carecem ter mais visibilidade por parte dos meios de comunicação. Na teoria, a formação jornalística por si só já faria uso de temáticas sociais, em prol de sua atividade cívica de informar (o que incluiria no hall de suas abordagens o meio ambiente), porém, na prática, é preciso apelar constantemente pelo enfoque do tema. Quando é que os atores construtores dos assuntos lançados na mídia irão se dar conta de suas falhas? Como poderemos crer em uma sociedade mais consciente se a mídia vai de encontro ao bem-estar comum?

Lutemos para que a veiculação da informação ambiental cresça e se solidifique, no intuito de evitar que os erros e prejuízos prevaleçam por tempo indeterminado. O meio ambiente pede ajuda. O confronto aparentemente constituído não precisa (e nem deve!) ser permanente. À mídia, mais isenção e responsabilidade ambiental. Ao meio ambiente, forças para continuar apontando os deslizes humanos e conseguir seu espaço na consciência social.
Fonte:http://www.agricoma.com.br

12 de novembro de 2007

Aquecedor à base de latinhas

Um painel de latinhas de alumínio que funciona como aquecedor de água está sendo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa do Centro Universitário de Itajubá (Universitas), em Minas Gerais. O equipamento é uma alternativa para famílias de baixa renda, pois usa energia solar e permite o reaproveitamento de latas de alumínio. O novo aparelho não prejudica a saúde humana e o meio ambiente, além de ter custo muito menor do que os outros aquecedores à base de energia solar.

A idéia do aparelho surgiu em fevereiro do ano passado, quando o país vivia um período de crise energética. A equipe de alunos do curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica da Universitas, coordenada pelo físico nuclear Jorge Henrique Sales, fez um levantamento do custo de energia com chuveiro elétrico e os resultados foram espantosos. “Se as famílias de baixa renda substituíssem a energia elétrica pela solar, a economia chegaria a 35%”, afirma Sales. Segundo dados do censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 52% das pessoas que têm alguma ocupação no Brasil recebem no máximo dois salários-mínimos. “Nossa preocupação é desenvolver opções para reduzir os gastos dessas pessoas”, destaca.

Segundo o pesquisador, as latinhas foram usadas porque, ao serem cortadas transversalmente, lembram o formato de uma lente côncava. Os canos que conduzem a água até o chuveiro do usuário são colocados no foco dessas “lentes”, ou seja, no centro das latas, enfileiradas em uma caixa de metal pintada de preto e vedada com vidro.

O equipamento combina três efeitos que resultam em um bom aumento de temperatura, capaz de aquecer a água.”A latinhas refletem os raios solares em direção aos canos, a cor negra no fundo da caixa absorve a luz solar e o vidro retém ainda mais o calor por causa do efeito estufa gerado por esse sistema fechado”, explica Sales. Segundo ele, o aparelho deve custar aproximadamente R$ 540, contra R$ 3 mil dos aquecedores solares convencionais. Com o desgaste provocado pelo tempo de uso, as latas podem ser recicladas e substituídas por outras.Por enquanto, os testes com o aquecedor de latinhas estão sendo feitos em uma casa experimental, construída pelos estudantes de Engenharia Civil do Centro Universitário de Itajubá, onde todos os aparelhos internos são protótipos de baixo custo. No futuro, a equipe pretende implantar essa tecnologia em uma comunidade carente da cidade mineira. “Nosso objetivo é usar o aparelho para finalidades sociais, melhorando a vida da comunidade de baixa renda”, conclui.


Reciclagem de sucata eletrônica permite obtenção de matéria-prima nobre

Computadores, aparelhos de televisão, rádios e celulares carregam muito mais que utilidades e facilidades: quase todos os metais da tabela periódica podem ser encontrados em placas de circuito impresso que compõem equipamentos eletroeletrônicos em geral. Preocupado em impedir que esses metais retornem ao meio ambiente de forma inadequada, o engenheiro Hugo Marcelo Veit desenvolveu um processo inédito para reciclar sucatas eletrônicas, que envolve métodos mecânicos (magnéticos e eletrostáticos) e eletroquímicos. O trabalho foi realizado dentro do programa de pós-graduação em ciência dos materiais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

“Das placas podemos obter, entre outros elementos químicos, estanho, níquel, ouro, paládio, alumínio, chumbo e, principalmente, cobre”, explica Veit. Segundo o pesquisador, de uma tonelada de sucata é possível reaproveitar 53 kg de cobre, propiciando uma economia relevante. “Além de recuperar cobre, que é um metal caro, impedimos, por meio da separação, que o chumbo contamine o ambiente”, completa.

O processo começa com a separação de materiais que contêm substâncias corrosivas, como baterias, e em seguida as placas passam por rotores dotados de facas de aço. A sucata é moída duas vezes até que todos os pedaços fiquem com menos de 1 mm. Segundo Veit, a moagem libera os metais – faz com que os materiais polímeros e cerâmicos deixem de envolvê-los. Depois o pó é peneirado para uma primeira separação, chamada de granulométrica. Em geral os metais são mais grossos que as outras substâncias.

Ferro e níquel são, então, retirados da mistura por meio magnético, e os polímeros e cerâmicos, por não serem condutores, acabam completamente separados no processo eletrostático. O passo seguinte é a dissolução dos metais em ácido sulfúrico para transformá-los em íons, aos quais é aplicada uma diferença de potencial capaz de provocar o depósito de um elemento específico, como, por exemplo, o cobre. Veit explica que cada metal tem um potencial elétrico característico. Portanto, a aplicação de uma corrente elétrica específica faz com que uma substância se deposite, enquanto as outras continuam em solução.

A solução é encerrada em uma espécie de caixa, na qual uma das paredes é um catodo (pólo negativo) e outra é um anodo (pólo positivo). Nesse caso, o catodo é uma chapa de cobre e, quando a solução é submetida a uma corrente elétrica, os íons de cobre se depositam na forma sólida sobre a chapa. O processo leva cerca de quatro ou cinco horas e até agora só foi feito em escala laboratorial.

Aplicação prática

A pesquisa provou que, com a reciclagem, é possível obter cobre com 99% de pureza, a um custo equivalente ao da retirada do cobre da natureza. O processo traz inegáveis benefícios para o ambiente, uma vez que reduz a necessidade de extração do cobre e retém no laboratório metais pesados como o chumbo, cuja dispersão na natureza é muito nociva.

Como o processo nunca foi aplicado em escala industrial, não é possível estimar suas vantagens econômicas. Segundo Veit, não existe uma legislação específica que obrigue as empresas a encontrar um destino adequado para esse tipo de sucata. Por isso a iniciativa privada não tem interesse em adotar o processo em seus laboratórios.

A pesquisa de doutorado de Veit – orientada pela engenheira Andrea Moura Bernardes, do Departamento de Materiais da UFRGS – foi premiada, na categoria Graduado, na última edição do Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para o pesquisador, a premiação, em março passado, foi um grande estímulo para levar seu estudo adiante. Veit já tem em mente um novo projeto: ampliar a pesquisa para a reciclagem do produto inteiro e não só das placas. Seu próximo passo será estudar os telefones celulares.

Fonte: http://ceticismo.wordpress.com/

Vulcões podem explicar oxigênio na atmosfera

Os indícios mais antigos da existência de oxigênio na atmosfera da Terra remontam a cerca de 2,5 bilhões de anos atrás. No entanto, há evidências de que as cianobactérias – os primeiros seres vivos a produzirem esse gás por meio da fotossíntese – existem há pelo menos 2,7 bilhões de anos. Por que então o oxigênio não apareceu antes na atmosfera? Uma dupla de pesquisadores propõe agora que uma mudança no tipo de vulcões que predominavam no planeta pode explicar esse mistério.

O geólogo Lee Kump, da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA), ficou intrigado com um novo cálculo da data em que os níveis de oxigênio aumentaram na atmosfera. Essa estimativa pode ser feita a partir da medição da proporção de isótopos de enxofre preservados em rochas sedimentares. Kump constatou que as novas estimativas, obtidas recentemente por outros pesquisadores, coincidiam com a data de um importante evento da história geológica da Terra. “O refinamento da data do aumento do oxigênio mostrou que ele ocorreu exatamente na transição do éon Arqueano para o Proterozóico”, conta Kump. “Isso fez com que eu me questionasse por que uma grande mudança na atmosfera coincidiu com uma grande mudança tectônica.”

Kump decidiu então, ao lado do também geólogo Mark Barley, da Universidade da Austrália Ocidental, examinar de perto os padrões de vulcanismo no planeta durante essa transição. Eles compilaram dados reunidos por outros pesquisadores sobre a atividade vulcânica do planeta ao longo da história e identificaram um elemento que poderia resolver o mistério. Os resultados foram apresentados por eles na edição desta semana da revista Nature .

Vulcões submarinos e terrestres

A dupla constatou que a quantidade de vulcões submarinos, abundantes durante o Arqueano, diminuiu subitamente na transição para o Proterozóico. Ao fim do Arqueano, fragmentos continentais começaram a se juntar para compor massas de terra grandes e estáveis – data possivelmente dessa época a formação do primeiro supercontinente do planeta. Com isso, os vulcões terrestres começaram a existir em número cada vez maior, até que se tornaram predominantes em relação aos submarinos.

E como essa mudança no perfil dos vulcões do planeta pôde afetar a composição da atmosfera? A resposta está no tipo de gases produzidos por eles. Os vulcões submarinos entram em erupção em temperaturas mais baixas e, por isso, emitem grande quantidade de gases como o sulfeto de hidrogênio, que reage com o oxigênio para formar íons de sulfato que, por sua vez, são fixados na forma de minerais.

Já os vulcões terrestres entram em erupção em temperaturas mais altas e emitem gases com menor capacidade de consumir oxigênio. Os autores sugerem que a predominância progressiva desses vulcões a partir da transição Arqueano-Proterozóico permitiria explicar por que os níveis de oxigênio na atmosfera só aumentaram 200 milhões de anos depois do surgimento das primeiras cianobactérias.

A hipótese é engenhosa, mas alguns pesquisadores defendem que outros mecanismos poderiam estar por trás do fenômeno. “Não considero que o problema esteja resolvido”, reconhece Kump. “Baseamos nossa hipótese em registros geológicos limitados, caracterizando o estilo de vulcanismo global em rochas.” Segundo ele, os registros preservados nas rochas podem não retratar exatamente os processos geológicos ocorridos bilhões de anos atrás. Só mais estudos permitirão ratificar a hipótese. “Precisamos trabalhar duro para expandir nosso banco de dados sobre depósitos vulcânicos ao longo do tempo.”

Fórum Internacional de Energia Renovável e Sustentabilidade

As inscrições para o Fórum, que será no Costão do Santinho Resort, estão abertas. Informações pelo número 0800 643-1400 ou pelo e-mail info@ecopowerbrasil.com.br. Outros detalhes estão no site http://www.ecopowerbrasil.com.br.

Pedagogia da sustentabilidade

A Pedagogia da Sustentabilidade tem como objetivo fazer emergir a consciência de que somos apenas uma partícula no universo, que nada está separado e que, portanto, somos responsáveis pela vida no planeta que habitamos.Essa idéia nos conecta com o sentimento mais profundo do que é sustentável, como a respiração nos conecta com a existência. Cada passo, cada medida, cada ação e cada atitude, devem estar seguras do impacto ambiental e social que podem provocar. Somente dessa forma estaremos caminhando para a sobrevivência global.No século XXI a Educação deve favorecer a Sustentabilidade da Vida no Planeta. O conhecimento só faz sentido se for aplicado para benefício do ecossistema do qual fazemos parte. A fragmentação do conhecimento levou o homem à fragmentação da própria vida: aprendemos a cuidar das partes sem a visão do todo. Daí a necessidade de uma base educacional Transdisciplinar que convoque a todos os educadores para um olhar global, cuidadoso e responsável com a sustentabilidade da vida no Planeta e no Universo onde estamos incluídos. A Pedagogia da Sustentabilidade foi construída através de uma didática criada a partir da prática vivenciada na Escola Vila em Fortaleza, Ceará, fundada em 1981.O forte dessa prática foi investir em uma didática de estímulo à criatividade, à interação e à ação do aluno no processo de aprendizado. Da Educação Infantil ao 9o. ano do Ensino Fundamental, estamos promovendo o aprendizado de forma mais ampla, sempre buscando interligar o fazer, o sentir e o pensar.
Fonte:http://envolverde.ig.com.br

9 de novembro de 2007

Capacitação de Professores do FOTO ARTE 2007


Acontece na próxima terça-feira, em parceria com a Universidade de Brasília, no Espaço Cultural Contemporâneo. Informações: 33272027, Ramal 29.

8 de novembro de 2007

Galeria de René Magritte


Magritte nasceu em 1898 e morreu em 1967. Ao ser classificado de surrealista, reagiu e disse fazer uso da pintura com o objectivo de tornar visíveis os seus pensamentos. Magritte foi de facto um surrealista, mas foi também um pensador. O seu trabalho é sempre complexo e obriga ao raciocínio, à interpretação e ao estudo. Os quadros de Magritte não podem ser simplesmente vistos. Precisam ser pensados. Todo o surrealismo tem um trago de loucura que revela toda a genialidade. E Magritte é genial.

The Son of Man, 1926É provavelmente dos quadros mais famosos de Magritte. Ele define-o desta forma: "Tudo o que vemos esconde outra coisa, e nós queremos sempre ver o que está escondido pelo que vemos.
"My painting is visible images which conceal nothing; they evoke mystery and, indeed, when one sees one of my pictures, one asks oneself this simple question 'What does that mean'? It does not mean anything, because mystery means nothing either, it is unknowable."



7 de novembro de 2007

Alunos estaduais transformam matemática e garrafas de plástico em mobília

Cinco mil seiscentas e vinte e quatro garrafas plásticas transformadas, em 30 dias, em salas de jantar, racks, sofás e várias outras peças de mobília, hoje expostas no shopping. O que era para ser apenas um trabalho para uma feira de ciências transformou-se em objeto do desejo com uma lista de pedidos crescente. E os autores não são mestres do design, mas 200 alunos do ensino médio da Escola Estadual João Marciano de Almeida, no município de Franca, interior do Estado de São Paulo.

"A idéia é levar o conceito da matemática à prática. Temos, do projeto à construção e montagem das peças, a utilização de conceitos matemáticos, como geometria plana e espacial entre outros", afirma a idealizadora do projeto, a professora de Matemática Verônica Aparecida Barbosa Freitas. Outros dois professores da disciplina, Valéria Leite e Carlos Antonio de Freitas, também auxiliaram nas várias etapas da iniciativa que acabou por mobilizar toda a comunidade do entorno da escola.

Este tipo de prática é incentivada pela Secretaria de Estado da Educação. "O ensino de matemática é fundamental. A Secretaria quer que exemplos como este sejam ampliados para todo o Estado", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Foram 30 dias recolhendo o suficiente para encher 3 caminhões médios. "Fizemos uma permuta de garrafas com uma empresa de reciclagem local, pois procurávamos por PETs de 2 litros", explicou. "Nossa intenção agora é despertar o interesse de instituições do Estado, por exemplo a Fundação Casa (antiga Febem), para a possibilidade de implementarem a iniciativa com seus jovens", concluiu a professora de Matemática.
Fonte:http://www.educacao.sp.gov.br

Brasil é eleito para o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO


Foram eleitos nove membros novos para o Comitê do Patrimônio Mundial, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) encarregada de fiscalizar as maravilhas culturais e naturais. Austrália, Barein, Barbados, Brasil, China, Egito, Jordânia, Nigéria e Suécia foram eleitos para um mandato de quatro anos. A eleição ocorreu durante a convenção da Assembléia Geral dos 184 estados-parte da Convenção concernente à proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural realizada em Paris (França).

Os nove países eleitos substituirão Benin, Chile, Índia, Japão, Kuwait, Lituânia, Nova Zelândia, Noruega e Holanda, cujos mandatos expiraram este ano. Já os mandatos de Canadá, Cuba, Israel, Quênia, Madagascar, Maurício, Marrocos, Peru, Espanha, Coréia do Sul, Tunísia e Estados Unidos terminam somente em 2009.

O Comitê se reúne todo ano para inscrever possíveis lugares na Lista de Patrimônio Mundial. Essa reunião serve também para examinar o estado dos lugares que constam na Lista e para decidir quais ações necessárias para salvaguardá-los.


Fonte:http://www.unicrio.org.br

Fórum de Governança da Internet receberá mais de mil participantes

Mais de mil representantes de governo, do setor privado e da sociedade civil, bem como de comunidades acadêmicas e tecnológicas, estão sendo aguardados para o segundo Fórum de Governança da Internet (IGF), que acontecerá no Rio de Janeiro, de 12 a 15 de novembro de 2007. Os convidados participarão de discussões interativas sobre um amplo leque de assuntos relacionados à governança da Internet. Entre os tópicos a serem abordados estão liberdade de expressão; cibercrime; segurança; privacidade; transparência nas regras; custos de acesso; multilingüismo e diversidade; medidas de combate à pornografia infantil e proteção contra a exploração de crianças. A conferência das Nações Unidas, patrocinada pelo Governo Brasileiro, acontecerá no Hotel Windsor Barra, situado na Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

Vint Cerf e Bob Kahn, dois dos fundadores da Internet e co-inventores dos protocolos TCP/IP, estarão presentes ao evento assim como representantes de aproximadamente 70 países. Também participarão do encontro representantes do setor privado como da Alcatel-Lucent, Cisco Systems, France Telecom, Google, IBM, Intel, Microsoft, Nokia Siemens, Sun Microsystems, Verizon and Yahoo. Entre os participantes da sociedade civil estão a Anistia Internacional, a Associação para a Melhora na Comunicação (Association for Progressive Communication), a Salve as Crianças (Save the Children), e o Comitê Munidal para a Liberdade da Imprensa (World Press Freedom Committee), entre outros.


O Ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil, Sérgio Rezende, presidirá o evento. Também estarão presentes os co-Presidentes do Grupo Consultivo – responsável pela preparação do Fórum - o Conselheiro Especial do Secretário-Geral da ONU para a Governança da Internet, Nitin Desai, e Hadil da Rocha Vianna, Diretor para Assuntos Científicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Markus Kummer, O Coordenador Executivo do Secretariado do IGF será o Secretário do evento.


Este encontro de múltiplos stakeholders proporciona uma oportunidade única para que os participantes possam compartilhar informações, experiências e boas práticas, contribuindo para a compreensão do pleno potencial da internet para o benefício de todos os povos. O amplo mandato do Fórum permite aos participantes discutir todo tipo de políticas relacionadas à governança da Internet, incluindo sua potencialidade e seu uso abusivo. O IGF é uma plataforma inédita aberta ao dialogo e não um organismo tradicional de negociação.


“A Governança da Internet para o Desenvolvimento” será o tema geral do encontro que terá cinco sessões principais estruturadas nos seguintes temas:


Recursos Críticos – Infra-estrutura e administração dos recursos críticos como sistema de nome de domínio e protocolos de endereços na Internet.


Acesso – Conectividade na Internet: políticas e custos.


Diversidade – Promoção do multilingüismo e conteúdos locais.


Abertura – Liberdade de expressão; fluxo livre de informação; fortalecimento e acesso ao conhecimento.


Segurança – Criação de confiança através da colaboração.


Além desses, será abordado o tema capacitação como sendo de extrema prioridade. As principais sessões do encontro serão transmitidas via webcast e poderão ser vistas, pela Internet, nos sites http://www.un.org/webcast e http://www.intgovforum.org/.


O IGF também disponibilizará uma plataforma para os grupos de stakeholders interessados em organizar seus próprios eventos para a discussão de assuntos específicos, para compartilhar boas práticas ou para apresentar suas atividades.


As “Coalizões Dinâmicas” criadas no evento inaugural do IGF no ano passado em Atenas (Grécia) se reunirão para desenvolver suas propostas. Estas Coalizões de múltiplos stakeholders tratarão de assuntos pertinentes à privacidade, padrões de abertura, acesso e conectividade, diversidade lingüística, spam, acesso ao conhecimento, liberdade de expressão e a “Carta dos Direitos da Internet”.








Fonte:http://www.unicrio.org.br

PNUMA elogia planos para uma Pequim 2008 “verde”

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) saudou os progressos para tornar “verdes” os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 através do uso da energia solar e outras medidas, mas avisou que mais precisa ser feito para combater a poluição do ar, contrabalançar as emissões de gás de efeito de estufa e incentivar o uso do transporte público. Segundo a agência, a iniciativa da China em receber os Jogos está servindo para acelerar as melhoras ambientais pela cidade, já que Pequim esforça-se para balançar o rápido crescimento econômico com a saúde e proteção ambiental.

De acordo com o relatório do PNUMA, medidas ambientais como tratamento de lixo, sistemas de transporte mais limpo e tratamento da água estão sendo introduzidas, assim como novas áreas verdes incluindo Parque Olímpico Florestal, de 580 hectares. Energia solar está sendo intensivamente desenvolvida para os locais de esporte e para a vila Olímpica, e os organizadores têm planos para reutilizar e reciclar os locais depois do encerramento dos Jogos, disse o PNUMA.

“Os mais de 12 bilhões de dólares gastos pelo Governo Municipal e pelo Governo da China mostra que foram bem gastos – e serão ainda melhor gastos se as lições aprendidas e as medidas adotadas deixarem um legado real e duradouro por todo o país”, disse o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner. (01/11/07) .

Fonte:http://www.unicrio.org.br

Especialistas debatem alternativas para o consumo sustentável de madeira

Por Camila Vassalo, da Agência Brasil
Especialistas e parlamentares discutiram na quarta-feira (6) a criação de procedimentos para a aquisição responsável de madeira, exigindo provas de sua legalidade e origem. O objetivo é evitar a destruição de florestas e combater o consumo indiscriminado de madeira.Os debates sobre a licitação sustentável para aquisição de madeira por parte dos governos (federal, estadual e municipal) foram realizados durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Câmara dos Deputados.Para a diretora regional do Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais (ICLEI), Laura Valente de Macedo, o debate propõe uma reflexão a respeito das compras públicas sustentáveis. “Se a gente não souber o quanto está desmatando, o quanto está sendo consumido, não poderemos fazer a ponte nem definir alternativas para resolver o problema”, disse Laura Valente.O ICLEI afirmou que há um projeto piloto na América Latina, iniciado em maio de 2007 em parceria com a embaixada britânica, que pretende aumentar a demanda do mercado por produtos ambientais e socialmente preferíveis, através de apoio aos esforços de aquisições públicas por parte dos governos estaduais e municipais. Esse projeto inclui os governos estaduais de Minas Gerais e de São Paulo.Segundo o conselho, em 2004, uma iniciativa semelhante foi implantada na Europa. Atualmente, mais de 200 instituições européias participam da rede conhecida como Compre Verde.O deputado Luiz Carreira (DEM-BA), que é coordenador do Grupo de Trabalho de Floresta da Frente Parlamentar Ambientalista, afirmou que os debates se concentraram nas alternativas possíveis para regulamentar a questão das compras sustentáveis.Carreira explicou que cerca de 23 cidades no interior de São Paulo já adotam práticas de compras sustentáveis e que o estado já possui uma regulamentação sobre o assunto. Segundo ele, outras cidades brasileiras também estão adotando essa prática.“Foi possível também ver as iniciativas que estão sendo tomadas pelo Ministério do Meio Ambiente que está buscando regulamentar essa questão das compras federais e fazer de forma sustentável, incorporando a questão ambiental à da madeira ilegal, proibindo a compra, ordenando esse processo e disciplinando”, disse Carreira.A coordenadora do Programa de Consumo Sustentável da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, Raquel Biderman, explicou que o governo federal vem desenvolvendo algumas iniciativas nessa área e que atualmente há uma mobilização maior, não só para alteração da lei de licitação geral, mas para incorporar o critério ambiental nas compras e contratações.Durante a audiência pública, o coordenador da Campanha da Madeira e Desmatamento da Amazônia do Greenpeace, Marcelo Marquesini, apresentou o programa Cidade Amiga da Amazônia que consiste na criação de uma legislação municipal que elimine a madeira de origem ilegal e de desmatamentos criminosos de todas as compras municipais. Ele disse que o programa deve ajudar a criar condições de mercado para a madeira produzida de forma sustentável na Amazônia.Ainda estiveram presentes à audiência pública como expositores o diretor de Economia e Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Fernando Krieger Merico; o engenheiro florestal do WWF Brasil, Estevão Braga e o diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário César Montovani. Crédito de imagem: Stock xchng(Envolverde/Agência Brasil)
Fonte: http://envolverde.ig.com.br

Mudança climática pode ameaçar a segurança nacional dos EUA

A mudança climática pode representar, mais do que qualquer outro fenômeno, “um dos maiores desafios para a política externa e a segurança nacional” dos Estados Unidos, segundo dois influentes grupos de estudo deste país. “A era das conseqüências: implicações da mudança climática para a política externa e a segurança nacional” é o título de um informe de 119 paginas publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e pelo Centro para uma Nova Segurança Norte-americana (CNAS).Entre as conseqüências da mudança climática, o pior que pode ocorrer, “verossímil” devido às últimas estimativas, é que se registre um “desequilíbrio virtual em todos os aspectos da vida moderna”, de acordo com a conclusão das duas instituições. “A única experiência comparável para muitos dos pesquisadores seria considerar as conseqüências de uma guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética em plena Guerra Fria”, diz o estudo, divulgado na segunda-feira.O aumento da temperatura e do nível do mar em razão da mudança climática provavelmente determine “migrações humanas em grande escala, tanto dentro dos países quanto de uma nação a outra’, mesmo nos melhores cenários. As conseqüências da seca e o derretimento dos gelos em algumas partes provavelmente também causem grandes deslocamentos populacionais. “As situações mais graves trazem consigo a possibilidade de, talvez, milhares de milhões de pessoas terem de ser reassentadas no médio e longo prazos”, segundo o informe.Toda migração maciça desencadearia, quase com certeza, grandes tensões regionais e exigiria esforços cada vez mais draconianos por parte dos países ricos para evitar a entrada de imigrantes em seus territórios. “O aquecimento do planeta pode desestabilizar o mundo”, afirmou o presidente do CNAS, Kurt Campbell, que foi subsecretário da Defesa no governo do presidente Bill Clinton (1993-2001). “Considero que isto rapidamente se transformará em um assunto determinante de nossa época”, acrescentou.A divulgação do documento coincide com a apresentação no Congresso norte-americano, controlado pelo opositor Partido Democrata, de projetos para reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa em centrais de energia, fábricas e automóveis em até 60%, em relação aos índices atuais, até o ano de 2050. O estudo pretendeu cobrir o que Campbell considera uma falta “surpreendente e alarmante” de conhecimento sobre as conseqüências geopolíticas da mudança climática na comunidade vinculada à segurança nacional dos Estados Unidos.O documento foi divulgado após o ex-vice-presidente Al Gore (1993-2001) e o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC) eram os ganhadores do Nobel da Paz por seus esforços em conscientizar sobre esse fenômeno e suas possíveis conseqüências. O IPCC foi criado em 1988 pela Organização das Nações Unidas para avaliar as informações científica, técnica e sócio-econômica relevante na compreensão da mudança climática, seus efeitos excepcionais e as opções de adaptação e mitigação.As últimas pesquisas divulgadas pelo IPCC em fevereiro sobre a relação entre a atividade humana e o aquecimento da Terra concluíram, com 90% de certeza, que desde 1950 as emissões de gases que provocam o efeito estufa é a principal causa do aumento da temperatura da atmosfera terrestre. Em um volumoso documento publicado dois meses depois pelo IPCC há informação detalhada das conseqüências da mudança climática em regiões especificas do mundo no próximo século. O segundo informe deste grupo coincidiu com a publicação de outro estudo elaborado por uma equipe de oficiais da reserva do exército dos Estados Unidos.Nele se alerta, entre outras coisas, que a elevação do nível do mar e a escassez de água doce, especialmente no Oriente Médio, na África e Ásia meridional e sudeste asiático, “propiciaria condições para fomentar conflitos internos, extremismos e movimentos com ideologias cada vez mais autoritárias e radicais”. Para a elaboração deste último estudo foram consultados 50 cientistas e especialistas em política externa. Entre os que foram ouvidos estão o ex-asessor de segurança nacional de Al Gore, Leon Fuerth; o chefe da equipe da Casa Branca no governo Clinton, John Podesta; o prêmio Nobel de Economia Thomas Schelling; o presidente da Academia Nacional de Ciências, Ralph Cicerone, e o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) e conhecido neoconservador James Woolsey.O informe apresenta três situações “verossímeis” baseadas, em grande parte, no trabalho do IPCC: casos climáticos “esperados”, “graves” e “catastróficos”. Também resenha os principais desafios que deverão enfrentar os responsáveis pela segurança nacional em cada um deles, em capítulos separados. A situação “esperada” prevê aumento da temperatura global de 1,3 graus e do nível do mar em 0,23 metro nos próximos 30 anos. Para o contexto “grave” o prognóstico é de aumento da temperatura em 2,6 graus e do nível do mar em 0,52 metros no mesmo período. Por fim, a situação “catastrófica” projeta temperatura de 5,6 graus acima da atual e elevação do nível do mar em dois metros até 2110.Em qualquer dos três casos, as migrações maciças constituem, “talvez, os problemas mais preocupantes” que deverão enfrentar os responsáveis pela segurança nacional. “Nenhuma região corre tanto risco direto de sofrer emigrações como a Ásia meridional”, pois zonas de terras baixas com Bangladesh se tornarão cada vez mais inóspitas para se viver, segundo o caso “esperado”. A Índia terá de enfrentar um aumento de imigrantes, refugiados de seu vizinho do leste. Nesse contexto, a Nigéria, país mais povoado da África e maior produtor de petróleo, e a África oriental também podem sofrer situações de estresse.A queda prevista na produção de alimentos e água doce, além das maiores possibilidades de conflitos internos e entre países, fomentará a emigração de mais africanos e asiáticos. Isso pode levar a um aumento da quantidade de imigrantes muçulmanos na Europa, diz o informe, segundo o qual esses processos podem causar tanto reações violentas dos europeus quanto a radicalização da população islâmica do continente. No caso “grave”, o continente americano também sofrerá imigrações em massa de habitantes de terras baixas do Caribe, da América Central, do México e países litorâneos da América do Sul em busca de terrenos mais altos dentro de seus países ou no estrangeiro, incluindo os Estados Unidos.“A tensão acumulada devido à mudança climática grave pode levar a um colapso econômico e político sistemático na América Latina e na América Central”, diz o informe, assinalando que quase seguramente será preciso lidar com “o duro golpe que receberão os governos democráticos” da região. Já as conseqüências do contexto “catastrófico” seriam mais funestas, de acordo com esse estudo, no qual é citado um dos participantes que as comparou com a apocalíptica situação mostrada no filme “Mad Max”, só que mais quente, sem praias e, talvez, com maior caos.O estudo ressalta que é preciso acabar com a ilusão dos dirigentes políticos em relação a dois mitos: que a mudança climática será “suave e gradual” e que terá impacto relativamente moderado nas nações industrializadas. “A mudança climática pode ser um dos maiores desafios a serem enfrentados por esta ou pelas próximas gerações de políticos em matéria de segurança nacional”, diz o informe.

Fonte:http://envolverde.ig.com.br

Aquecimento Global

Demanda energética da China e Índia ameaça clima

A Agência Internacional de Energia apresentou na quarta-feira propostas duras e urgentes paraevitar as "alarmantes" implicações climáticas do aumento da demanda energética de China e Índia.
O relatório sugere que restringir a mudança climática a determinados limites, como quer a União Européia, pode ser algo inatingível, ao menos sob um custo acessível.
O influente documento intitulado Panorama da Energia Mundial foi publicado pela AIE menos de um mês antes da reunião de quase 200 países em Bali (Indonésia) para começar a discutir um tratado que suceda ao Protocolo de Kyoto a partir de 2012. "Até agora falou-se mais do que se fez na maioria dos países", disse a AIE. "As consequências do crescimento desordenado na demanda global por energia para a China, a Índia, a OCDE países industrializados e o resto do mundo são, entretanto, alarmantes." A resposta a tal situação inclui a busca por maior eficiência energética e o uso de energias renováveis, com menor emissão de carbono do que os combustíveis fósseis.
A AIE, que dá consultoria a 26 países industrializados, disse que as emissões globais de carbono devem crescer 57% até 2030, se mantida a atual tendência, e que isso é consistente com um aumento de 5 graus Celsius a 6 graus Celsius em longo prazo na temperatura global, conforme as recentes estimativas da ONU. Mesmo que os governos adotassem todas as políticas ambientais em discussão, as emissões de carbono ainda assim cresceriam mais de 25% até 2030, o que representaria um aquecimento médio de 3C. Nesse modelo, as energias renováveis atenderiam a 17% da demanda, ainda bem aquém do carvão.
Reduzir as emissões de carbono abaixo dos níveis atuais e manter a mudança climática dentro dos padrões de segurança definidos pela UE exigiria uma ação política "sem precedentes".Algumas usinas elétricas movidas a combustíveis fósseis seriam prematuramente aposentadas, a um custo de 1 trilhão de dólares, e o preço da eletricidade ficaria muito mais alto, segundo o relatório.
Mas o forte crescimento econômico que ajuda a reduzir a pobreza na Ásia, especialmente na China e na Índia, é o principal responsável pela expectativa de aumento nas emissões de carbono. Só a China foi responsável por 58% do aumento das emissões mundiais de carbono entre 2000 e 2006. Até 2030, sua contribuição para as emissões globais devem crescer de cerca de 20% para mais de 25%. Em termos per capita, porém, as emissões chinesas continuariam inferiores às dos EUA.
A AIE defendeu uma "reação global" para descobrir soluções energéticas que tornem o crescimento da Ásia mais sustentável. O relatório confirma o teor de uma reportagem deste ano da Reuters, segundo a qual a China está no caminho de superar os EUA como maior emissor mundial de carbono em 2007. O relatório prevê que a Índia vá superar a Rússia e se tornar o terceiro maior emissor até 2015.

Fonte:http://noticias.terra.com.br

5 de novembro de 2007

Pessoas mudariam estilo de vida para frear mudança climática, diz pesquisa

Londres, 5 nov (EFE).- A maioria das pessoas estaria disposta a fazer sacrifícios pessoais para solucionar os problemas gerados pela mudança climática, segundo uma pesquisa realizada pela rede britânica "BBC" com cidadãos de 21 países. Quatro em cada cinco indivíduos ouvidos pela pesquisa feita pela empresa GlobeScan com 22 mil pessoas afirmaram estar dispostos a alterar o seu estilo de vida caso isso ajude a diminuir o aquecimento global. Essa atitude foi percebida inclusive entre os moradores de Estados Unidos e China, os dois maiores emissores de dióxido de carbono do mundo. Os consultados mostraram apoio à introdução de taxas sobre o consumo de energia causadora da mudança climática, se o dinheiro for utilizado para promover novas fontes energéticas ou impulsionar sua eficiência. Segundo o especialista em meio ambiente da "BBC", Matt McGrath, na maioria dos países sondados as pessoas estão mais dispostas que os seus Governos a considerar a introdução de mudanças em seus estilos de vida para combater o aquecimento do planeta. Para 83% dos entrevistados, é necessário alterar os hábitos de vida para reduzir a quantidade de gases poluentes produzidos, e a maioria acredita que para reduzir o problema será preciso algum sacrifício pessoal. Quanto à proposta de aumentar os preços dos combustíveis fósseis, apenas 50% dos participantes se mostraram a favor, contra 44% que se opõem. Os dados foram recolhidos entre 29 de maio e 26 de julho de 2007 no Brasil, Reino Unido, Austrália, Canadá, Chile, China, Egito, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Quênia, México, Nigéria, Filipinas, Rússia, Coréia do Sul, Espanha, Turquia e EUA. EFE prc pp/pa SOC:SOCIEDADE-SAUDE,CONSUMO.

Fonte:http://br.noticias.yahoo.com

Começa controle de emissão de gases de carros em SP

Começa hoje o programa de monitoramento de emissões de gases da frota de carros em circulação em São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab dá inicio a ação em cerimônia esta manhã, no Estádio do Pacaembu, na capital. Estima-se que, em 12 meses, sejam feitas mais de 750 mil leituras, o que resulta em 480 mil ou mais identificações válidas. O equipamento de sensoriamento remoto, que ficará em cada endereço escolhido por período de uma semana, está regulado para ler emissões de veículos movidos a álcool, gasolina e gás. A medição é efetuada com os carros em movimento, sem obstáculos. O sensoriamento será realizado em 52 pontos do município. Os dados obtidos darão panorama das condições da frota por tipo de veículo, ano de fabricação, modelo e outros fatores, e poderão ser utilizados para o desenvolvimento de ações de educação ambiental. O sistema também capta e digitaliza imagens do veículo e de sua chapa, bem como velocidade e aceleração. As informações são usadas para validar o teste e identificar veículos poluidores, automóveis que rodam irregularmente e, no futuro, ajudará a monitorar a eficiência da Inspeção Veicular Ambiental de São Paulo.A ESP (Environmental Systems Products), responsável pela tecnologia Remote Sensing, tem experiência comprovada nos Estados Unidos e em países como Áustria, Canadá, México, Hungria, Coréia, Suécia, Suíça, Taiwan e Tailândia. Atualmente, são realizadas anualmente 16 milhões de inspeções por meio dessa tecnologia. Durante os últimos 25 anos, a ESP tem concentrado recursos na indústria de inspeção/manutenção deste tipo de programa. É também a pioneira na indústria de testes de segurança veicular.
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com

Sugestões de Atividades Relacionadas a Resíduos

Inserir a Educação Ambiental às atividades escolares rotineiras nada mais é do que tomar como foco principal de toda e qualquer atividade, a questão ambiental que esteja inserida no contexto do conteúdo que está sendo desenvolvido.Não é necessário ser um biólogo ou engenheiro agrônomo, engenheiro florestal,cientista, para falar em Educação Ambiental. Na verdade, todos nós somos (ou deveríamos ser) Educadores Ambientais,só nos falta a prática.Esta prática vamos adquirir na medida em que tivermos coragem de ousar.Aquilo que não soubermos,iremos aprender junto com as crianças, pois o nosso direcionamento é a curiosidade delas.Apontamos as temáticas para despertar o interesse nos assunto.O nosso desafio maior é desafiarmos nossas crianças. São elas que nos levarão às práticas seguras.Basta seguirmos na mesma direção despertando sempre o desejo do aprender através de uma aprendizagem real e significativa.As sugestões que serão apresentadas foram realizadas em atividades do “Projeto Vida – Educação Ambiental” (hoje Projeto APOEMA - Educação Ambiental) e obtiveram resultados muito positivos e satisfatórios. Cabe salientar que elas poderão ser adaptadas para diferentes enfoques ou temas que aqui estão abordados.

Confecção de mini-hortinhas com garrafas pet

Materiais necessários: garrafas pet, tesoura, terra, mudinhas ou sementes.

Procedimentos: Deite a garrafa pet e corte um dos lados da “barriga” da garrafa, sem atingir o fundo nem a boca da garrafa. Faça pequenos furinhos no fundo e coloque terra. Em seguida, plante as sementes ou as mudas e é só cultivar com cuidado. Como suporte podemos usar caixas de ovos para que não fiquem diretamente no chão e, de tempos em tempos, estes suportes poderão ser substituídos, pois podem apodrecer com a umidade que escorre do excesso da água pelos furinhos da garrafa.