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2 de dezembro de 2007

PUFES E CASAS DE PNEUS

Hoje estava assistindo o programa Late Show e me chamou a atençao o pufe sobre o qual a apresentadora, Luiza Mel estava sentada: Três pneus sobrepostos e um tapete daqueles feitos com tiras de tecido amarradas. O impacto dos pneus no meio ambiente é um dos mais negativos, pela dificudade de reciclá-los. A apresentadora mostrou também uma nova técnica de construção de casas usando pneus moídos. São três toneladas de pneus que saem de cena e se transformam em casa própria, com uma redução de 30% nos custos e com garantia de durabilidade. Encontrei um site que fala sobre a construção dessas casas. Confira!

26 de novembro de 2007

pufe de garrafa pet

Esse pufe foi feito por mim. O que foi mais difícil foi juntar as 60 garrafas. Ainda pretendo revesti-lo com curvim. Gostaria mesmo de ter feito um revestimento de pernas de calças jeans, que seria uma espécie de reciclagem, mas eram necessárias muitas. Coloquei um tapete de crochê para dar uma idéia, mas estou iniciando um revestimento sob medida, de crochê e ponto russo. Mas com o enorme tempo que tenho disponível, isso vai levar um tempinho para aparecer no blog. Ah. Sabe que o negócio é resistente? Eu sentei, sem problemas, e olha que não sou nada leve. Ele ficou com 50 cm de largura e 60 de altura. Grandinho, né? A gatinha do início não tem nada a ver com o pufe, mas ela é lindinha, posando ao lado da arvorezinha de fuxicos.

21 de novembro de 2007

Recuperação da prata de radiografias

Apesar da quantidade de prata nas radiografias variar muito em função das chapas escolhidas, são obtidos cerca de 2 gramas de prata com 98,50% de pureza para cada m2 de radiografia.

Um dos metais mais populares de nossa civilização, a prata (e suas ligas) tem sido utilizada em jóias, talheres, espelhos, objetos decorativos e etc. Está presente também nas fotografias branco e preto e nas radiografias, sendo nesses últimos, considerados como fontes secundárias de prata de grande interesse comercial por ser uma atividade lucrativa e constituir matéria-prima sem custo.Estima-se, em média, que a prata potencialmente recuperável de negativos de filmes preto e branco é de cerca 0,5g/m2 ao passo que esse número pode aumentar 10 vezes para radiografias.Algumas técnicas vêm sendo estudadas e desenvolvidas para recuperação de prata a partir de filmes, de resíduos de laboratório e outros materiais. Porém muitas destas técnicas, apesar de serem eficientes na recuperação do metal, criam resíduos extremamente tóxicos (como os cianetos) que são lançados no ambiente ou apresentam grande gasto de energia elétrica.

Para recuperação de prata a partir de radiografias, devem ser considerados os seguintes aspectos, em igual relevância:

. simplicidade na execução. menor quantidade de reagentes

. baixo custo dos reagentes . geração de menor quantidade de resíduos

. geração de resíduos menos tóxicos. bom rendimento

. potencialidade na recuperação/tratamento dos resíduos

Seguindo o objetivo de se extrair a prata da radiografia por um processo barato sem a geração de resíduos químicos perigosos, a equipe do CEFET desenvolveu o processo que consiste nas seguintes etapas:

1) Tratamento da radiografia com uma solução de hipoclorito de sódio 2,0% (água sanitária) sendo gerados:

· um resíduo sólido que contém a prata sob a forma de vários compostos químicos;

· películas radiográficas “limpas”.


2) Em seguida o resíduo sólido é tratado com hidróxido de sódio sólido em água por aquecimento durante 15 minutos. Nesta fase obtém-se o óxido de prata misturado a impurezas.

3) Faz-se o aquecimento do óxido de prata com uma solução de sacarose por 60 minutos obtendo-se a prata impura sólida que ainda não apresenta brilho.

4) Finalmente é feito o aquecimento da prata a 1.000ºC por 60 minutos numa mufla (um tipo de estufa) e obtém-se a prata pura e com brilho.
Fonte:http://www.recicloteca.org.br

12 de novembro de 2007

Aquecedor à base de latinhas

Um painel de latinhas de alumínio que funciona como aquecedor de água está sendo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa do Centro Universitário de Itajubá (Universitas), em Minas Gerais. O equipamento é uma alternativa para famílias de baixa renda, pois usa energia solar e permite o reaproveitamento de latas de alumínio. O novo aparelho não prejudica a saúde humana e o meio ambiente, além de ter custo muito menor do que os outros aquecedores à base de energia solar.

A idéia do aparelho surgiu em fevereiro do ano passado, quando o país vivia um período de crise energética. A equipe de alunos do curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica da Universitas, coordenada pelo físico nuclear Jorge Henrique Sales, fez um levantamento do custo de energia com chuveiro elétrico e os resultados foram espantosos. “Se as famílias de baixa renda substituíssem a energia elétrica pela solar, a economia chegaria a 35%”, afirma Sales. Segundo dados do censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 52% das pessoas que têm alguma ocupação no Brasil recebem no máximo dois salários-mínimos. “Nossa preocupação é desenvolver opções para reduzir os gastos dessas pessoas”, destaca.

Segundo o pesquisador, as latinhas foram usadas porque, ao serem cortadas transversalmente, lembram o formato de uma lente côncava. Os canos que conduzem a água até o chuveiro do usuário são colocados no foco dessas “lentes”, ou seja, no centro das latas, enfileiradas em uma caixa de metal pintada de preto e vedada com vidro.

O equipamento combina três efeitos que resultam em um bom aumento de temperatura, capaz de aquecer a água.”A latinhas refletem os raios solares em direção aos canos, a cor negra no fundo da caixa absorve a luz solar e o vidro retém ainda mais o calor por causa do efeito estufa gerado por esse sistema fechado”, explica Sales. Segundo ele, o aparelho deve custar aproximadamente R$ 540, contra R$ 3 mil dos aquecedores solares convencionais. Com o desgaste provocado pelo tempo de uso, as latas podem ser recicladas e substituídas por outras.Por enquanto, os testes com o aquecedor de latinhas estão sendo feitos em uma casa experimental, construída pelos estudantes de Engenharia Civil do Centro Universitário de Itajubá, onde todos os aparelhos internos são protótipos de baixo custo. No futuro, a equipe pretende implantar essa tecnologia em uma comunidade carente da cidade mineira. “Nosso objetivo é usar o aparelho para finalidades sociais, melhorando a vida da comunidade de baixa renda”, conclui.


8 de novembro de 2007

ECOLOGIA SISTÊMICA - Fritjot Capra

Por quê Ecologia sistêmica ?

Por não estar relacionada a um elemento ou fato isolado, mas a uma forma de ver o todo, daí dizer-se ecologia holística ou sistêmica. Estáintimamente relacionado as idéias de conexidade, de relações e contexto. Todo sistema é composto de partes individuais, mas estas partesnão são isoladas, antes a natureza do todo é diferente da soma de suas partes. As características das partes surgem das interações e das relações entre as partes. O pensamento sistêmico é contextual e oposto ao analítico. O analítico isola os elementos para entende-los, enquanto o sistêmico coloca-os num contexto mais amplo.

Crise

Atualmente, nossa civilização depara-se com um choque entre sua existência incompatível com a preservação dos recursos e capacidade do planeta. Essa crise é gerada pelo crescimento econômico, populacional, exaustão de recursos, explosão demográfica, destruição dos ecossistema, desequilíbrio ambiental planetário, proliferação da miséria, quebra da capacidade de sustentação do planeta. A crise embora tenha desdobramentos concretos é em sua essência geradora, uma crise de conhecimento, proveniente de uma forma de pensar preponderante que enfatiza a racionalidade e como conseqüência disso a geração de uma cultura que fomenta o cientificismo.


A ênfase no materialismo em detrimento do ser, paralelo ao estilo de vida gerado pelo desenvolvimento econômico gerou uma coisificação ou desumanização da cultura.Essa crise levará a uma reorientação da história, através das pressões geradas por ela mesma. Tal processo já está acontecendo de forma gradual. Para onde o processo se encaminha e qual será o resultado? – Não sabemos.

Paradigmas e crise de percepção

Nossa civilização passa por uma crise de percepção. Nosso enfoque para os diversos segmentos, processos e fenômenos em nossa sociedade são sempre pertinentes a um ótica que os toma como sendo não interligados e também não interdependentes. Isto é, tratamos as situações como problemas não relacionados. Os problemas surgem e uma vez que passam a existir sugere-se uma solução compartimentalizada para os mesmos. Trata-se a manifestação ou a conseqüência, mas não as causas. As causas sempre são mais difíceis de serem tratadas por estarem relacionadas ao modulus vivendi de nossa sociedade, ou estreitamente relacionadas à prática capitalista ou cultural.

Daí, ser difícil lidar com tais situações. Mais fácil é a implementação de soluções localizadas, do que gerar qualquer modificação no fenômeno causador. Capra diz que a humanidade passa por uma crise de percepção constituída pelos paradigmas equivocados que a regem.

Quanto aos paradigmas atualmente prevalecentes e que dominam nossa cultura, podem ser citados a visão do universo como um sistema mecânico composto de blocos de construção elementares, o corpo humano como uma máquina, a vida em sociedade como uma luta competitiva pela existência, a crença no progresso material ilimitado, a ser obtido por intermédio de crescimento econômico e tecnológico, e também a crença generalizada da inferioridade da mulher.

Ainda prevalece em nossa sociedade o paradigma do mecanicismo cartesiano: essa maneira de pensar teve origem nos séculos XVI e XVII, quando, em detrimento de uma visão aristotélica e cristã do mundo e de suas coisas, passou a existir um enfoque “científico”, que propôs que tudo poderia ser explicado pela ciência. A física, astronomia e matemática através das obras de Copérnico, Galileu, Descartes, Bacon, Newton, dentre outros, forneceram o fundamento para essa mudança. No campo filosófico e religioso, Deus e/ou seu conceito, deixam de serem o centro, para a ascensão de uma visão antropocêntrica que prevalece até hoje.

“mais do que uma crise ecológica, a problemática ambiental diz respeito a um questionamento do pensamento e do entendimento, da ontologia e da epistemologia pelas quais a civilização ocidental tem compreendido o ser, os entes e as coisas; da ciência e da razão tecnológica pelas as quais temos dominado a natureza e economicizado o mundo moderno”
(Capra )

Holismo

Propõe uma visão em que o mundo é visto como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. É tomar um todo funcional e compreender as interdependências das diversas partes. Se for acrescentado o enfoque ecológico, é necessário dizer que o elemento considerado está dentro de um ambiente que lhe fornece elementos, e que por sua vez também é afetado pelo elemento em consideração.

Ecologia rasa

Trata-se da ecologia antropocêntrica. O homem jaz acima da natureza e dele provêm a fonte de todos os conceitos e valores. Exemplo: -tal animal serve para isso; -tal espécie vegetal vale no mercado tantos R$. As coisas são definidas e analisadas segundo a utilidade que apresentam à subsistência ou sob ótica da valoração econômica. Prevale-se um enfoque UTILITARISTA ou ECONOMICISTA.

Ecologia profunda

Propõe o reconhecimento do valor intrínseco de todos os seres e coisas através de sua interconecção. O valor das plantas, animais e minerais está em sua existência em si. Esses elementos interagem continuamente mantendo um TODO harmônico imprescindível para a continuidade da existência. Havendo a continuidade da existência do TODO, o homem terá sua existência garantida, pois ele é apenas um elemento menor de um ecossistema maior denominado Biosfera.

“...a ecologia profunda está alicerçada em valores ecocêntricos (centralizados na Terra). É uma visão de mundo que reconhece o valor inerente da vida não-humana.”
(Capra)

Para que ocorra essa mudança de paradigma é necessário uma expansão não apenas de percepções e maneiras de pensar, mas também de valores.





Fonte:http://www.bios.org.br

7 de novembro de 2007

Alunos estaduais transformam matemática e garrafas de plástico em mobília

Cinco mil seiscentas e vinte e quatro garrafas plásticas transformadas, em 30 dias, em salas de jantar, racks, sofás e várias outras peças de mobília, hoje expostas no shopping. O que era para ser apenas um trabalho para uma feira de ciências transformou-se em objeto do desejo com uma lista de pedidos crescente. E os autores não são mestres do design, mas 200 alunos do ensino médio da Escola Estadual João Marciano de Almeida, no município de Franca, interior do Estado de São Paulo.

"A idéia é levar o conceito da matemática à prática. Temos, do projeto à construção e montagem das peças, a utilização de conceitos matemáticos, como geometria plana e espacial entre outros", afirma a idealizadora do projeto, a professora de Matemática Verônica Aparecida Barbosa Freitas. Outros dois professores da disciplina, Valéria Leite e Carlos Antonio de Freitas, também auxiliaram nas várias etapas da iniciativa que acabou por mobilizar toda a comunidade do entorno da escola.

Este tipo de prática é incentivada pela Secretaria de Estado da Educação. "O ensino de matemática é fundamental. A Secretaria quer que exemplos como este sejam ampliados para todo o Estado", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Foram 30 dias recolhendo o suficiente para encher 3 caminhões médios. "Fizemos uma permuta de garrafas com uma empresa de reciclagem local, pois procurávamos por PETs de 2 litros", explicou. "Nossa intenção agora é despertar o interesse de instituições do Estado, por exemplo a Fundação Casa (antiga Febem), para a possibilidade de implementarem a iniciativa com seus jovens", concluiu a professora de Matemática.
Fonte:http://www.educacao.sp.gov.br

28 de outubro de 2007

PET: APROVEITAMENTO TOTAL

Garrafas pet podem se transformar em sofás ou mesmo em casas.Basta criatividade e boa vontade. Esse é o lado positivo do jeitinho brasileiro.

23 de outubro de 2007

FAÇA VOCÊ MESMO: PUFF DE GARRAFAS PET

Já pensou em redecorar sua casa e ainda ajudar a natureza? Faça você mesmo esse puff de garrafas pet e ensine também seus alunos. Pode ser uma forma de lazer e até mesmo de obter uma fonte de renda, porque garrafa pet jogada por aí é que não falta.


Puff de garrafas pet

(Passo-a-passo ensinado pela artesã Selma Regina de Souza)
Material
16 garrafas pet
2 rolos de fita durex larga
1 folha de papelão grosso
1 lata de cola de sapateiro
1/2 metro de espuma com 5 cm de espessura
1 metro de curvim
Passo-a-passo
1º Passo: Procure a marca superior da garrafa pet, ao longo de seu contorno, e corte neste local. Encaixe a tampa da garrafa no fundo, de cabeça para baixo. Faça isso em todos os recipientes.
2º Passo: Logo após, reúna pares de garrafas e passe a fita durex nas extremidades até ficar bem firme.
3º Passo: Depois de reunir os pares, faça o mesmo com quatro garrafas. Passe a fita durex até firmar todo o grupo.
4º Passo: Agora, você fará o mesmo, mas reunindo os blocos de quatro garrafas em um único bloco, fazendo o formato quadrado do puf.
5º Passo: Corte a espuma e o papelão do tamanho do puf. Forre a parte de cima do com a espuma e cole o papelão. Costure o curvim nas mesmas medidas do puf e encape. Pronto!
Assista o vídeo e aprenda.
http://www.acessa.com/mulher/arquivo/artesanato/2007/01/26-puff/