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7 de janeiro de 2008

O que é o ecossocialismo ?

Corrente articula meio ambiente e socialismo.

O Manifesto Ecossocialista Internacional, publicado nos Estados Unidos e na França, e, mais recentemente, o Manifesto Ecossocialista brasileiro, são algumas das manifestações de um fenômeno que tem se desenvolvido em vários países. Um fenômeno que é herdeiro de muitos anos de lutas, como por exemplo, no Brasil, o combate e o sacrifício de Chico Mendes.

O que é então o ecossocialismo? Trata-se de uma corrente de pensamento e de ação que se reclama ao mesmo tempo da defesa ecológica do meio ambiente e da luta por uma alternativa socialista. Para os ecossocialistas, a lógica do mercado e do lucro capitalistas conduz à destruição dos equilíbrios naturais, com conseqüências catastróficas para a humanidade.

Em ruptura com a ideologia produtivista do progresso - em sua forma capitalista e/ou burocrática - e em oposição à expansão ilimitada de um modo de produção e de consumo incompatível com a proteção da natureza, esta corrente representa uma tentativa original de articular as idéias fundamentais do socialismo - marxista e/ou libertário – com os avanços da crítica ecológica.

Um outro tempo A racionalidade estreita do mercado capitalista, com seu cálculo imediatista de perdas e lucros, é intrinsecamente contraditória com uma racionalidade ecológica, que toma em consideração a temporalidade longa dos ciclos naturais.

Não se trata de opor os "maus" capitalistas ecocidas aos "bons" capitalistas verdes: é o próprio sistema, baseado na concorrência impiedosa, nas exigências de rentabilidade, na corrida atrás do lucro rápido, que é destruidor do meio ambiente.

É necessária uma reorganização do conjunto do modo de produção e de consumo, baseada em critérios exteriores ao mercado capitalista: as necessidades reais da população e a defesa do equilíbrio ecológico. Isto significa uma economia de transição ao socialismo, na qual a própria população - e não as leis do mercado ou um bureau político autoritário - decide, democraticamente, as prioridades e os investimentos.

Essa transição conduziria não só a um novo modo de produção e a uma sociedade mais igualitária, mais solidária e mais democrática, mas também a um modo de vida alternativo, uma nova civilização, ecossocialista, mais além do reino do dinheiro, dos hábitos de consumo artificialmente induzidos pela publicidade e da produção ao infinito de mercadorias inúteis.

Os ecossocialistas sabem que os trabalhadores do campo e da cidade, mais além dos limites de suas organizações sindicais e políticas atuais, são uma força essencial para a transformação radical do sistema e o estabelecimento de uma nova sociedade. Michael Löwy é sociólogo brasileiro radicado na França, militante ecossocialista e internacionalista.

Fonte: www.democraciasocialista.org.br

16 de dezembro de 2007

MANACÁS: ASSOCIAÇÃO SÓCIO-AMBIENTALISTA DE EMBU-GUAÇU SP

Embu Guaçu tem uma Associação Sócio-Ambientalista. Acesse o site e veja como pode colaborar com a preservação ambiental dessa cidade. Afilie-se.

5 de dezembro de 2007

Documentário " Mudanças do clima,Mudanças de Vida"

No site: http://www.greenpeace.org.br/clima/filme/home/, disponibiliza cópia do documentário do Greenpeace "Mudanças do Clima, Mudanças de Vidas".Mostrando como o aquecimento global já afeta o Brasil.

Vale apena conferir !!!!

30 de novembro de 2007

Cana-de-açúcar domina áreas prioritárias para conservação do Cerrado


Alerta é de estudo feito pelo Instituto Sociedade, População e Natureza. Locais definidos como essenciais para preservação estão dando lugar ao cultivo.

As áreas que o Ministério do Meio Ambiente definiu como prioritárias para a conservação do Cerrado estão sendo invadidas pelo cultivo da cana-de-açúcar, de acordo com um levantamento do Instituto Sociedade, População e Natureza, um centro de pesquisas sem fins lucrativos, divulgado nesta sexta-feira (30). O problema ameaça não apenas os recursos naturais da região, mas também as populações que vivem no local e a segurança alimentar dos moradores.

O Cerrado é o segundo bioma mais ameaçado do país, atrás apenas da Mata Atlântica. Se estendendo ao longo de cerca de dois milhões de quilômetros quadrados, faz ligação com todos os outros biomas do país, a Amazônia, a Caatinga, o Pantanal e a Mata Atlântica.

Como não existe um monitoramento oficial, fica difícil saber exatamente o quanto do Cerrado brasileiro está sendo destruído. Mas as estimativas indicam que o desmatamento na região seja ainda maior que o do Amazônia e que, ao longo dos últimos dez anos, o Brasil perdeu a metade da cobertura original de Cerrado.

Os pesquisadores do ISPN traçaram o perfil das grandes culturas da região, de acordo com Nilo D’Ávila, assessor de políticas públicas do Instituto. Ao analisar as áreas que o Ministério do Meio Ambiente havia declarado, em junho passado, como “prioritárias” para a conservação do bioma, eles levaram um susto.

“Surpreendentemente, as áreas em que o Ministério se debruçou, as que precisam ter atenção, estão repletas de cana”, afirmou D’Ávila ao G1. “Onde o Ministério finalizou que iria ter um trabalho, a indústria da cana está chegando primeiro”, disse ele.

É o caso dos municípios de Goianésia e Barro Alto, em Goiás, em uma região considerada uma prioridade “muito alta” para o uso sustentável, segundo o Ministério, que está “dominada pela cultura da cana”, segundo o levantamento do ISPN. O caso se repete em outras áreas goianas e em outros estados.

Na nascente do rio São Lourenço, no Mato Grosso, a cana-de-açúcar se espalha exatamente pela mesma área onde se deveria ser instalado um corredor de biodiversidade para migração das espécies. O centro do estado de São Paulo, área de prioridade “extremamente alta” para o MMA, está tomado pela cana.

Para Nilo D’Ávila, “já passou da hora do MMA fazer alguma coisa”. Ele sugere um plano de ação urgente, que envolva dois pontos principais. “Primeiro, é preciso criar um plano de combate ao desmatamento no Cerrado nos moldes do que já é feito na Amazônia”, afirma. “Em segundo lugar, é preciso definir regiões de proteção para instalação a curto prazo de projetos de sustentabilidade.”

O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do Ministério do Meio Ambiente, mas não obteve retorno.


Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL199807-5603,00-CANADEACUCAR+DOMINA+AREAS+PRIORITARIAS+PARA+CONSERVACAO+DO+CERRADO.html

24 de novembro de 2007

Permacultura

Seleção de planta-matriz de palmito-Juçara para coleta de sementes, dentro de um manejo sustentado de palmito


Histórico:

A permacultura, também chamada de "agricultura permanente", começou por volta de 1975, 1976, com as idéias de Bill Mollison na Austrália sobre um modo diferente de se pensar a disposição das espécies vegetais, mais próximo dos ecossistemas naturais. Viajando para os Estados Unidos, Bill e outros pioneiros difundiram suas teorias até conseguirem a construção de um Centro Rural de Educação, primeira instituição oficial da permacultura neste país.

Princípios:

Nesta corrente se procura praticar uma agricultura da forma mais integrada possível com o ambiente natural, imitando a composição espacial das plantas encontradas nas matas e florestas naturais. Envolve plantas semi-permanentes (mandioca, bananeira) e permanentes (árvores frutíferas, madereiras, etc), incluindo a atividade produtiva de animais. Trata-se, pois, de um sistema "Agrosilvopastoril", ou seja, que busca integrar lavouras, com espécies florestais e pastagens e outros espaços para os animais, considerando os aspectos paisagísticos e energéticos, na elaboração e manutenção destes policultivos (diversas culturas convivendo no mesmo espaço).



Fonte:http://www.planetaorganico.com.br

O confronto entre Mídia e Meio Ambiente

A mídia informa e é capaz de legitimar representações e conceitos diante da sociedade. Suas ações marcam espaços e maneiras de ser, pensar e agir perante as questões que tangem às relações humanas. Já o meio ambiente é o que nos permite sobreviver sobre o planeta Terra. Ele incorpora a água que bebemos, o ar que respiramos, os recursos naturais com os quais produzimos alimentos, roupas, proteção e conforto. Haveria motivos para a mídia confrontar-se com aquilo que nos mantêm vivos?

É um paradoxo observar que, muitas vezes, quem poderia esclarecer os cuidados e riscos que o meio ambiente necessita para sua preservação (e aqui, implícita, está a manutenção da vida do homem) trata esta de modo indiferente. Parece, à primeira vista, inadmissível que a maior fonte de disseminação das informações reserve o espaço destinado às reflexões sobre as condições do nosso habitat para notícias de cunho ambiental meramente ilustrativas. Refiro-me às matérias jornalísticas focadas em curiosidades da vida animal, em fatos pitorescos do cotidiano que abrangem a fauna ou a flora e de espetacularizações em cima de fenômenos naturais. A tragédia ou o desastre ambiental pauta os meios de comunicação em virtude, especialmente, do tom apocalíptico que se impõe à notícia.

Sabemos que os jornais e programas jornalísticos em geral buscam o conhecido "furo". Esse jargão, amplamente difundido dentro das redações, demarca a questão da importância dada às informações publicadas na mídia: mais vale divulgar o inusitado pífio ao problema que, mesmo sendo de relevância, seja permanente. Nota-se muito tal descaso em jornais de veiculação diária. Embora hoje em dia já existam editorias específicas para a pauta sobre meio ambiente, estas são restritas e mal-aproveitadas. Os próprios repórteres encarregados das seções indicadas não possuem domínio dos termos utilizados nesse campo. Faltam recursos para a produção de reportagens maiores e as páginas destinadas ao tema são as de menos valor. Conclui-se que, apesar de existir exceções, a notícia ambiental é desprestigiada pelas empresas jornalísticas, resultando em matérias pouco atrativas e de pouco interesse público.

É claro que não podemos generalizar. Há veículos de comunicação que desempenham satisfatoriamente sua responsabilidade social e ambiental diante de seus receptores. Nos dias de hoje, vê-se na internet um enorme leque de possibilidades de endereços eletrônicos que informam de maneira compreensível as problemáticas que envolvem o meio ambiente. Também há editorias de impressos e blocos de programação, radiofônica e televisiva, que proporcionam uma visão consciente sobre a temática.

O que pretendo frisar são os aspectos que impedem que a notícia ambiental, em sua essência, seja colocada para a sociedade. Haveria motivos para ocultar fatores que põe em risco nosso mundo? Se os interesses econômicos e políticos prevalecem sobre a existência humana, com certeza, está faltando um pouco de ética no jornalismo que consumimos.

Sabemos, já há algum tempo, que o poder legitimado pela mídia não prioriza a conservação humana. As pressões pelas quais são submetidos os jornalistas, emaranhados nas frágeis redes da estrutura do exercício da profissão, os fazem temer desvelar os jogos de complacência construídos no meio midiático. Além disso, a falta de qualificação não os permite noticiar com clareza as pautas ambientais.

Urge, em vista do que foi exposto, reforçar as bases do jornalismo, primordialmente no que tange às circunstâncias ambientais. A valorização do respeito ao meio em que vivemos e de suas conseqüências carecem ter mais visibilidade por parte dos meios de comunicação. Na teoria, a formação jornalística por si só já faria uso de temáticas sociais, em prol de sua atividade cívica de informar (o que incluiria no hall de suas abordagens o meio ambiente), porém, na prática, é preciso apelar constantemente pelo enfoque do tema. Quando é que os atores construtores dos assuntos lançados na mídia irão se dar conta de suas falhas? Como poderemos crer em uma sociedade mais consciente se a mídia vai de encontro ao bem-estar comum?

Lutemos para que a veiculação da informação ambiental cresça e se solidifique, no intuito de evitar que os erros e prejuízos prevaleçam por tempo indeterminado. O meio ambiente pede ajuda. O confronto aparentemente constituído não precisa (e nem deve!) ser permanente. À mídia, mais isenção e responsabilidade ambiental. Ao meio ambiente, forças para continuar apontando os deslizes humanos e conseguir seu espaço na consciência social.
Fonte:http://www.agricoma.com.br

21 de novembro de 2007

Recuperação da prata de radiografias

Apesar da quantidade de prata nas radiografias variar muito em função das chapas escolhidas, são obtidos cerca de 2 gramas de prata com 98,50% de pureza para cada m2 de radiografia.

Um dos metais mais populares de nossa civilização, a prata (e suas ligas) tem sido utilizada em jóias, talheres, espelhos, objetos decorativos e etc. Está presente também nas fotografias branco e preto e nas radiografias, sendo nesses últimos, considerados como fontes secundárias de prata de grande interesse comercial por ser uma atividade lucrativa e constituir matéria-prima sem custo.Estima-se, em média, que a prata potencialmente recuperável de negativos de filmes preto e branco é de cerca 0,5g/m2 ao passo que esse número pode aumentar 10 vezes para radiografias.Algumas técnicas vêm sendo estudadas e desenvolvidas para recuperação de prata a partir de filmes, de resíduos de laboratório e outros materiais. Porém muitas destas técnicas, apesar de serem eficientes na recuperação do metal, criam resíduos extremamente tóxicos (como os cianetos) que são lançados no ambiente ou apresentam grande gasto de energia elétrica.

Para recuperação de prata a partir de radiografias, devem ser considerados os seguintes aspectos, em igual relevância:

. simplicidade na execução. menor quantidade de reagentes

. baixo custo dos reagentes . geração de menor quantidade de resíduos

. geração de resíduos menos tóxicos. bom rendimento

. potencialidade na recuperação/tratamento dos resíduos

Seguindo o objetivo de se extrair a prata da radiografia por um processo barato sem a geração de resíduos químicos perigosos, a equipe do CEFET desenvolveu o processo que consiste nas seguintes etapas:

1) Tratamento da radiografia com uma solução de hipoclorito de sódio 2,0% (água sanitária) sendo gerados:

· um resíduo sólido que contém a prata sob a forma de vários compostos químicos;

· películas radiográficas “limpas”.


2) Em seguida o resíduo sólido é tratado com hidróxido de sódio sólido em água por aquecimento durante 15 minutos. Nesta fase obtém-se o óxido de prata misturado a impurezas.

3) Faz-se o aquecimento do óxido de prata com uma solução de sacarose por 60 minutos obtendo-se a prata impura sólida que ainda não apresenta brilho.

4) Finalmente é feito o aquecimento da prata a 1.000ºC por 60 minutos numa mufla (um tipo de estufa) e obtém-se a prata pura e com brilho.
Fonte:http://www.recicloteca.org.br

20 de novembro de 2007

APROVEITAMENTO DA ÁGUA DA CHUVA

O sistema de aproveitamento de água da chuva para consumo não potável é uma medida muito simples e inteligente.

Atualmente o aproveitamento de água da chuva é praticado em larga escala em muitos países desenvolvidos. No Brasil, esta prática é comum somente em cidades muito áridas do Nordeste. Mesmo lá, este recurso poderia sem muito mais explorado.

As pessoas que iniciam a coleta de água da chuva verificam logo a diminuição dos custos com água. Muitas vezes há também economia nos custos com energia, visto que a coleta diminui a nescessidade de bombear água para a caixa d'água. Outro benefício é a redução do risco de enchentes em caso de chuvas fortes.

No processo adequado de coleta de água da chuva, normalmente faz-se uso do telhado. A primeira água que cai no telhado apresenta um grau de contaminação e deve ser desprezada. A água armazenada deverá ser utilizada somente para consumo não potável, como em bacias sanitárias, em torneiras de jardim, para lavagem de veículos e para lavagem de roupas.

É importante estar atento para que não se desenvolvam larvas do mosquito da dengue na água parada. Uma medida simples é fechar os recipientes com uma tampa. Não sendo possível, pode-se usar peixes que se alimentam das larvas.

Vamos aproveitar esta riqueza que literalmente "cai do céu".


Fonte:http://www.meioambienteurgente.blogger.com.br/

12 de novembro de 2007

Aquecedor à base de latinhas

Um painel de latinhas de alumínio que funciona como aquecedor de água está sendo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa do Centro Universitário de Itajubá (Universitas), em Minas Gerais. O equipamento é uma alternativa para famílias de baixa renda, pois usa energia solar e permite o reaproveitamento de latas de alumínio. O novo aparelho não prejudica a saúde humana e o meio ambiente, além de ter custo muito menor do que os outros aquecedores à base de energia solar.

A idéia do aparelho surgiu em fevereiro do ano passado, quando o país vivia um período de crise energética. A equipe de alunos do curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica da Universitas, coordenada pelo físico nuclear Jorge Henrique Sales, fez um levantamento do custo de energia com chuveiro elétrico e os resultados foram espantosos. “Se as famílias de baixa renda substituíssem a energia elétrica pela solar, a economia chegaria a 35%”, afirma Sales. Segundo dados do censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 52% das pessoas que têm alguma ocupação no Brasil recebem no máximo dois salários-mínimos. “Nossa preocupação é desenvolver opções para reduzir os gastos dessas pessoas”, destaca.

Segundo o pesquisador, as latinhas foram usadas porque, ao serem cortadas transversalmente, lembram o formato de uma lente côncava. Os canos que conduzem a água até o chuveiro do usuário são colocados no foco dessas “lentes”, ou seja, no centro das latas, enfileiradas em uma caixa de metal pintada de preto e vedada com vidro.

O equipamento combina três efeitos que resultam em um bom aumento de temperatura, capaz de aquecer a água.”A latinhas refletem os raios solares em direção aos canos, a cor negra no fundo da caixa absorve a luz solar e o vidro retém ainda mais o calor por causa do efeito estufa gerado por esse sistema fechado”, explica Sales. Segundo ele, o aparelho deve custar aproximadamente R$ 540, contra R$ 3 mil dos aquecedores solares convencionais. Com o desgaste provocado pelo tempo de uso, as latas podem ser recicladas e substituídas por outras.Por enquanto, os testes com o aquecedor de latinhas estão sendo feitos em uma casa experimental, construída pelos estudantes de Engenharia Civil do Centro Universitário de Itajubá, onde todos os aparelhos internos são protótipos de baixo custo. No futuro, a equipe pretende implantar essa tecnologia em uma comunidade carente da cidade mineira. “Nosso objetivo é usar o aparelho para finalidades sociais, melhorando a vida da comunidade de baixa renda”, conclui.


Vulcões podem explicar oxigênio na atmosfera

Os indícios mais antigos da existência de oxigênio na atmosfera da Terra remontam a cerca de 2,5 bilhões de anos atrás. No entanto, há evidências de que as cianobactérias – os primeiros seres vivos a produzirem esse gás por meio da fotossíntese – existem há pelo menos 2,7 bilhões de anos. Por que então o oxigênio não apareceu antes na atmosfera? Uma dupla de pesquisadores propõe agora que uma mudança no tipo de vulcões que predominavam no planeta pode explicar esse mistério.

O geólogo Lee Kump, da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA), ficou intrigado com um novo cálculo da data em que os níveis de oxigênio aumentaram na atmosfera. Essa estimativa pode ser feita a partir da medição da proporção de isótopos de enxofre preservados em rochas sedimentares. Kump constatou que as novas estimativas, obtidas recentemente por outros pesquisadores, coincidiam com a data de um importante evento da história geológica da Terra. “O refinamento da data do aumento do oxigênio mostrou que ele ocorreu exatamente na transição do éon Arqueano para o Proterozóico”, conta Kump. “Isso fez com que eu me questionasse por que uma grande mudança na atmosfera coincidiu com uma grande mudança tectônica.”

Kump decidiu então, ao lado do também geólogo Mark Barley, da Universidade da Austrália Ocidental, examinar de perto os padrões de vulcanismo no planeta durante essa transição. Eles compilaram dados reunidos por outros pesquisadores sobre a atividade vulcânica do planeta ao longo da história e identificaram um elemento que poderia resolver o mistério. Os resultados foram apresentados por eles na edição desta semana da revista Nature .

Vulcões submarinos e terrestres

A dupla constatou que a quantidade de vulcões submarinos, abundantes durante o Arqueano, diminuiu subitamente na transição para o Proterozóico. Ao fim do Arqueano, fragmentos continentais começaram a se juntar para compor massas de terra grandes e estáveis – data possivelmente dessa época a formação do primeiro supercontinente do planeta. Com isso, os vulcões terrestres começaram a existir em número cada vez maior, até que se tornaram predominantes em relação aos submarinos.

E como essa mudança no perfil dos vulcões do planeta pôde afetar a composição da atmosfera? A resposta está no tipo de gases produzidos por eles. Os vulcões submarinos entram em erupção em temperaturas mais baixas e, por isso, emitem grande quantidade de gases como o sulfeto de hidrogênio, que reage com o oxigênio para formar íons de sulfato que, por sua vez, são fixados na forma de minerais.

Já os vulcões terrestres entram em erupção em temperaturas mais altas e emitem gases com menor capacidade de consumir oxigênio. Os autores sugerem que a predominância progressiva desses vulcões a partir da transição Arqueano-Proterozóico permitiria explicar por que os níveis de oxigênio na atmosfera só aumentaram 200 milhões de anos depois do surgimento das primeiras cianobactérias.

A hipótese é engenhosa, mas alguns pesquisadores defendem que outros mecanismos poderiam estar por trás do fenômeno. “Não considero que o problema esteja resolvido”, reconhece Kump. “Baseamos nossa hipótese em registros geológicos limitados, caracterizando o estilo de vulcanismo global em rochas.” Segundo ele, os registros preservados nas rochas podem não retratar exatamente os processos geológicos ocorridos bilhões de anos atrás. Só mais estudos permitirão ratificar a hipótese. “Precisamos trabalhar duro para expandir nosso banco de dados sobre depósitos vulcânicos ao longo do tempo.”

Fórum Internacional de Energia Renovável e Sustentabilidade

As inscrições para o Fórum, que será no Costão do Santinho Resort, estão abertas. Informações pelo número 0800 643-1400 ou pelo e-mail info@ecopowerbrasil.com.br. Outros detalhes estão no site http://www.ecopowerbrasil.com.br.

Pedagogia da sustentabilidade

A Pedagogia da Sustentabilidade tem como objetivo fazer emergir a consciência de que somos apenas uma partícula no universo, que nada está separado e que, portanto, somos responsáveis pela vida no planeta que habitamos.Essa idéia nos conecta com o sentimento mais profundo do que é sustentável, como a respiração nos conecta com a existência. Cada passo, cada medida, cada ação e cada atitude, devem estar seguras do impacto ambiental e social que podem provocar. Somente dessa forma estaremos caminhando para a sobrevivência global.No século XXI a Educação deve favorecer a Sustentabilidade da Vida no Planeta. O conhecimento só faz sentido se for aplicado para benefício do ecossistema do qual fazemos parte. A fragmentação do conhecimento levou o homem à fragmentação da própria vida: aprendemos a cuidar das partes sem a visão do todo. Daí a necessidade de uma base educacional Transdisciplinar que convoque a todos os educadores para um olhar global, cuidadoso e responsável com a sustentabilidade da vida no Planeta e no Universo onde estamos incluídos. A Pedagogia da Sustentabilidade foi construída através de uma didática criada a partir da prática vivenciada na Escola Vila em Fortaleza, Ceará, fundada em 1981.O forte dessa prática foi investir em uma didática de estímulo à criatividade, à interação e à ação do aluno no processo de aprendizado. Da Educação Infantil ao 9o. ano do Ensino Fundamental, estamos promovendo o aprendizado de forma mais ampla, sempre buscando interligar o fazer, o sentir e o pensar.
Fonte:http://envolverde.ig.com.br

7 de novembro de 2007

Brasil é eleito para o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO


Foram eleitos nove membros novos para o Comitê do Patrimônio Mundial, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) encarregada de fiscalizar as maravilhas culturais e naturais. Austrália, Barein, Barbados, Brasil, China, Egito, Jordânia, Nigéria e Suécia foram eleitos para um mandato de quatro anos. A eleição ocorreu durante a convenção da Assembléia Geral dos 184 estados-parte da Convenção concernente à proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural realizada em Paris (França).

Os nove países eleitos substituirão Benin, Chile, Índia, Japão, Kuwait, Lituânia, Nova Zelândia, Noruega e Holanda, cujos mandatos expiraram este ano. Já os mandatos de Canadá, Cuba, Israel, Quênia, Madagascar, Maurício, Marrocos, Peru, Espanha, Coréia do Sul, Tunísia e Estados Unidos terminam somente em 2009.

O Comitê se reúne todo ano para inscrever possíveis lugares na Lista de Patrimônio Mundial. Essa reunião serve também para examinar o estado dos lugares que constam na Lista e para decidir quais ações necessárias para salvaguardá-los.


Fonte:http://www.unicrio.org.br

Fórum de Governança da Internet receberá mais de mil participantes

Mais de mil representantes de governo, do setor privado e da sociedade civil, bem como de comunidades acadêmicas e tecnológicas, estão sendo aguardados para o segundo Fórum de Governança da Internet (IGF), que acontecerá no Rio de Janeiro, de 12 a 15 de novembro de 2007. Os convidados participarão de discussões interativas sobre um amplo leque de assuntos relacionados à governança da Internet. Entre os tópicos a serem abordados estão liberdade de expressão; cibercrime; segurança; privacidade; transparência nas regras; custos de acesso; multilingüismo e diversidade; medidas de combate à pornografia infantil e proteção contra a exploração de crianças. A conferência das Nações Unidas, patrocinada pelo Governo Brasileiro, acontecerá no Hotel Windsor Barra, situado na Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

Vint Cerf e Bob Kahn, dois dos fundadores da Internet e co-inventores dos protocolos TCP/IP, estarão presentes ao evento assim como representantes de aproximadamente 70 países. Também participarão do encontro representantes do setor privado como da Alcatel-Lucent, Cisco Systems, France Telecom, Google, IBM, Intel, Microsoft, Nokia Siemens, Sun Microsystems, Verizon and Yahoo. Entre os participantes da sociedade civil estão a Anistia Internacional, a Associação para a Melhora na Comunicação (Association for Progressive Communication), a Salve as Crianças (Save the Children), e o Comitê Munidal para a Liberdade da Imprensa (World Press Freedom Committee), entre outros.


O Ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil, Sérgio Rezende, presidirá o evento. Também estarão presentes os co-Presidentes do Grupo Consultivo – responsável pela preparação do Fórum - o Conselheiro Especial do Secretário-Geral da ONU para a Governança da Internet, Nitin Desai, e Hadil da Rocha Vianna, Diretor para Assuntos Científicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Markus Kummer, O Coordenador Executivo do Secretariado do IGF será o Secretário do evento.


Este encontro de múltiplos stakeholders proporciona uma oportunidade única para que os participantes possam compartilhar informações, experiências e boas práticas, contribuindo para a compreensão do pleno potencial da internet para o benefício de todos os povos. O amplo mandato do Fórum permite aos participantes discutir todo tipo de políticas relacionadas à governança da Internet, incluindo sua potencialidade e seu uso abusivo. O IGF é uma plataforma inédita aberta ao dialogo e não um organismo tradicional de negociação.


“A Governança da Internet para o Desenvolvimento” será o tema geral do encontro que terá cinco sessões principais estruturadas nos seguintes temas:


Recursos Críticos – Infra-estrutura e administração dos recursos críticos como sistema de nome de domínio e protocolos de endereços na Internet.


Acesso – Conectividade na Internet: políticas e custos.


Diversidade – Promoção do multilingüismo e conteúdos locais.


Abertura – Liberdade de expressão; fluxo livre de informação; fortalecimento e acesso ao conhecimento.


Segurança – Criação de confiança através da colaboração.


Além desses, será abordado o tema capacitação como sendo de extrema prioridade. As principais sessões do encontro serão transmitidas via webcast e poderão ser vistas, pela Internet, nos sites http://www.un.org/webcast e http://www.intgovforum.org/.


O IGF também disponibilizará uma plataforma para os grupos de stakeholders interessados em organizar seus próprios eventos para a discussão de assuntos específicos, para compartilhar boas práticas ou para apresentar suas atividades.


As “Coalizões Dinâmicas” criadas no evento inaugural do IGF no ano passado em Atenas (Grécia) se reunirão para desenvolver suas propostas. Estas Coalizões de múltiplos stakeholders tratarão de assuntos pertinentes à privacidade, padrões de abertura, acesso e conectividade, diversidade lingüística, spam, acesso ao conhecimento, liberdade de expressão e a “Carta dos Direitos da Internet”.








Fonte:http://www.unicrio.org.br

PNUMA elogia planos para uma Pequim 2008 “verde”

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) saudou os progressos para tornar “verdes” os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 através do uso da energia solar e outras medidas, mas avisou que mais precisa ser feito para combater a poluição do ar, contrabalançar as emissões de gás de efeito de estufa e incentivar o uso do transporte público. Segundo a agência, a iniciativa da China em receber os Jogos está servindo para acelerar as melhoras ambientais pela cidade, já que Pequim esforça-se para balançar o rápido crescimento econômico com a saúde e proteção ambiental.

De acordo com o relatório do PNUMA, medidas ambientais como tratamento de lixo, sistemas de transporte mais limpo e tratamento da água estão sendo introduzidas, assim como novas áreas verdes incluindo Parque Olímpico Florestal, de 580 hectares. Energia solar está sendo intensivamente desenvolvida para os locais de esporte e para a vila Olímpica, e os organizadores têm planos para reutilizar e reciclar os locais depois do encerramento dos Jogos, disse o PNUMA.

“Os mais de 12 bilhões de dólares gastos pelo Governo Municipal e pelo Governo da China mostra que foram bem gastos – e serão ainda melhor gastos se as lições aprendidas e as medidas adotadas deixarem um legado real e duradouro por todo o país”, disse o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner. (01/11/07) .

Fonte:http://www.unicrio.org.br

Projeto do Cenbio realiza compostagem de resíduos vegetais

Por Leonardo Zanon*, da Agência USP

O Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) e a AES Eletropaulo estão realizando uma pesquisa conjunta para conhecer o destino dos resíduos vegetais gerados pelo serviço de poda de árvores que é feito para manutenção da rede distribuidora de energia. O estudo, que vem sendo realizado no Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio) do IEE, está em sua fase final, e avaliou o trabalho da Eletropaulo, das empresas terceirizadas e dos 25 municípios pesquisados e a possível utilização dessa matéria orgânica como adubo.As podas, geralmente feita pelas prefeituras, torna-se responsabilidade da Eletropaulo quando a vegetação ameaça danificar a rede elétrica. A empresa é distribuidora de energia elétrica em municípios da Grande São Paulo, e suas equipes trabalham tanto com podas preventivas quanto emergenciais. Como o serviço não é padronizado, a Eletropaulo quis saber para onde iam esses resíduos. A pesquisa do Cenbio mostrará, em números gerais, o quanto deste material vai para aterros, lixões, ou recebe algum tratamento especial.
O projeto denominado Estudo do Potencial de Utilização da Biomassa Resultante da Poda e Remoção de Árvores na Área de Concessão da AES Eletropaulo buscou também dar uma destinação vantajosa a esses resíduos, transformando-os, por meio da compostagem, em matéria orgânica para adubagem. “Trata-se de um processo bem mais simples que a compostagem de resíduos como o lixo doméstico, pois nesse caso tratam-se apenas de restos vegetais”, explica Cristiane Cortez, pesquisadora do Cenbio ligada ao projeto. “Em breve saberemos qual a viabilidade destes compostos que estamos produzindo, e se será atrativo para as prefeituras produzi-los”.
Atualmente, estão montados quatro tipos diferentes de leiras (pilhas de matéria vegetal triturada), num terreno do Projeto Pomar (projeto de revitalização das margens do rio Pinheiros). Em um dos tipos a matéria vegetal está pura, em decomposição natural. Há também pilhas misturadas com esterco de cavalo, uréia, e lodo de esgoto. “A gente sabe que o nitrogênio acelera este processo, por isso temos uma leira sem nada além da matéria vegetal, e outras com materiais diferentes para ver qual tem resultados melhores” afirma Cristiane.
Ao todo, existem três leiras de cada tipo sendo transformadas. No caso do lodo de esgoto, também será verificada a presença de metais e agentes patogênicos no produto da compostagem.Nos próximos meses, quando as leiras forem examinadas e os custos de produção calculados, os pesquisadores poderão dizer se é viável para as prefeituras manterem projetos desse tipo.Atualmente, alguns municípios têm os resíduos de poda levados por empresas que produzem combustível para caldeiras. Cristiane considera a possibilidade de as prefeituras economizarem com a compostagem, o que daria um destino mais “nobre” aos resíduos. “A produção de energia também é muito importante, mas seria interessante ver esse retorno ao meio ambiente na forma de matéria orgânica, na terra”.Cristiane conta que, a princípio, a compostagem seria feita no terreno do IEE, dentro do campus da USP na Capital, mas que para isso seria preciso uma licença especial, já que uma lei da década de 1940 proíbe a realização de compostagem na Grande São Paulo. “Além do mais, nós não sabíamos se seriam atraídos insetos ou se haveria odores. Mesmo visitando outros projetos, preferimos não arriscar”.
A solução veio com a utilização de uma área do Projeto Pomar, do qual a Eletropaulo é uma das maiores participantes. O Projeto Pomar já possuía licença para realizar a compostagem dos resíduos vegetais da sua área de atuação, de modo que a nova usina do Cenbio pôde ir para o mesmo local.(Envolverde/Agência USP).


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Mudança climática pode ameaçar a segurança nacional dos EUA

A mudança climática pode representar, mais do que qualquer outro fenômeno, “um dos maiores desafios para a política externa e a segurança nacional” dos Estados Unidos, segundo dois influentes grupos de estudo deste país. “A era das conseqüências: implicações da mudança climática para a política externa e a segurança nacional” é o título de um informe de 119 paginas publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e pelo Centro para uma Nova Segurança Norte-americana (CNAS).Entre as conseqüências da mudança climática, o pior que pode ocorrer, “verossímil” devido às últimas estimativas, é que se registre um “desequilíbrio virtual em todos os aspectos da vida moderna”, de acordo com a conclusão das duas instituições. “A única experiência comparável para muitos dos pesquisadores seria considerar as conseqüências de uma guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética em plena Guerra Fria”, diz o estudo, divulgado na segunda-feira.O aumento da temperatura e do nível do mar em razão da mudança climática provavelmente determine “migrações humanas em grande escala, tanto dentro dos países quanto de uma nação a outra’, mesmo nos melhores cenários. As conseqüências da seca e o derretimento dos gelos em algumas partes provavelmente também causem grandes deslocamentos populacionais. “As situações mais graves trazem consigo a possibilidade de, talvez, milhares de milhões de pessoas terem de ser reassentadas no médio e longo prazos”, segundo o informe.Toda migração maciça desencadearia, quase com certeza, grandes tensões regionais e exigiria esforços cada vez mais draconianos por parte dos países ricos para evitar a entrada de imigrantes em seus territórios. “O aquecimento do planeta pode desestabilizar o mundo”, afirmou o presidente do CNAS, Kurt Campbell, que foi subsecretário da Defesa no governo do presidente Bill Clinton (1993-2001). “Considero que isto rapidamente se transformará em um assunto determinante de nossa época”, acrescentou.A divulgação do documento coincide com a apresentação no Congresso norte-americano, controlado pelo opositor Partido Democrata, de projetos para reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa em centrais de energia, fábricas e automóveis em até 60%, em relação aos índices atuais, até o ano de 2050. O estudo pretendeu cobrir o que Campbell considera uma falta “surpreendente e alarmante” de conhecimento sobre as conseqüências geopolíticas da mudança climática na comunidade vinculada à segurança nacional dos Estados Unidos.O documento foi divulgado após o ex-vice-presidente Al Gore (1993-2001) e o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC) eram os ganhadores do Nobel da Paz por seus esforços em conscientizar sobre esse fenômeno e suas possíveis conseqüências. O IPCC foi criado em 1988 pela Organização das Nações Unidas para avaliar as informações científica, técnica e sócio-econômica relevante na compreensão da mudança climática, seus efeitos excepcionais e as opções de adaptação e mitigação.As últimas pesquisas divulgadas pelo IPCC em fevereiro sobre a relação entre a atividade humana e o aquecimento da Terra concluíram, com 90% de certeza, que desde 1950 as emissões de gases que provocam o efeito estufa é a principal causa do aumento da temperatura da atmosfera terrestre. Em um volumoso documento publicado dois meses depois pelo IPCC há informação detalhada das conseqüências da mudança climática em regiões especificas do mundo no próximo século. O segundo informe deste grupo coincidiu com a publicação de outro estudo elaborado por uma equipe de oficiais da reserva do exército dos Estados Unidos.Nele se alerta, entre outras coisas, que a elevação do nível do mar e a escassez de água doce, especialmente no Oriente Médio, na África e Ásia meridional e sudeste asiático, “propiciaria condições para fomentar conflitos internos, extremismos e movimentos com ideologias cada vez mais autoritárias e radicais”. Para a elaboração deste último estudo foram consultados 50 cientistas e especialistas em política externa. Entre os que foram ouvidos estão o ex-asessor de segurança nacional de Al Gore, Leon Fuerth; o chefe da equipe da Casa Branca no governo Clinton, John Podesta; o prêmio Nobel de Economia Thomas Schelling; o presidente da Academia Nacional de Ciências, Ralph Cicerone, e o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) e conhecido neoconservador James Woolsey.O informe apresenta três situações “verossímeis” baseadas, em grande parte, no trabalho do IPCC: casos climáticos “esperados”, “graves” e “catastróficos”. Também resenha os principais desafios que deverão enfrentar os responsáveis pela segurança nacional em cada um deles, em capítulos separados. A situação “esperada” prevê aumento da temperatura global de 1,3 graus e do nível do mar em 0,23 metro nos próximos 30 anos. Para o contexto “grave” o prognóstico é de aumento da temperatura em 2,6 graus e do nível do mar em 0,52 metros no mesmo período. Por fim, a situação “catastrófica” projeta temperatura de 5,6 graus acima da atual e elevação do nível do mar em dois metros até 2110.Em qualquer dos três casos, as migrações maciças constituem, “talvez, os problemas mais preocupantes” que deverão enfrentar os responsáveis pela segurança nacional. “Nenhuma região corre tanto risco direto de sofrer emigrações como a Ásia meridional”, pois zonas de terras baixas com Bangladesh se tornarão cada vez mais inóspitas para se viver, segundo o caso “esperado”. A Índia terá de enfrentar um aumento de imigrantes, refugiados de seu vizinho do leste. Nesse contexto, a Nigéria, país mais povoado da África e maior produtor de petróleo, e a África oriental também podem sofrer situações de estresse.A queda prevista na produção de alimentos e água doce, além das maiores possibilidades de conflitos internos e entre países, fomentará a emigração de mais africanos e asiáticos. Isso pode levar a um aumento da quantidade de imigrantes muçulmanos na Europa, diz o informe, segundo o qual esses processos podem causar tanto reações violentas dos europeus quanto a radicalização da população islâmica do continente. No caso “grave”, o continente americano também sofrerá imigrações em massa de habitantes de terras baixas do Caribe, da América Central, do México e países litorâneos da América do Sul em busca de terrenos mais altos dentro de seus países ou no estrangeiro, incluindo os Estados Unidos.“A tensão acumulada devido à mudança climática grave pode levar a um colapso econômico e político sistemático na América Latina e na América Central”, diz o informe, assinalando que quase seguramente será preciso lidar com “o duro golpe que receberão os governos democráticos” da região. Já as conseqüências do contexto “catastrófico” seriam mais funestas, de acordo com esse estudo, no qual é citado um dos participantes que as comparou com a apocalíptica situação mostrada no filme “Mad Max”, só que mais quente, sem praias e, talvez, com maior caos.O estudo ressalta que é preciso acabar com a ilusão dos dirigentes políticos em relação a dois mitos: que a mudança climática será “suave e gradual” e que terá impacto relativamente moderado nas nações industrializadas. “A mudança climática pode ser um dos maiores desafios a serem enfrentados por esta ou pelas próximas gerações de políticos em matéria de segurança nacional”, diz o informe.

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Aquecimento Global

Demanda energética da China e Índia ameaça clima

A Agência Internacional de Energia apresentou na quarta-feira propostas duras e urgentes paraevitar as "alarmantes" implicações climáticas do aumento da demanda energética de China e Índia.
O relatório sugere que restringir a mudança climática a determinados limites, como quer a União Européia, pode ser algo inatingível, ao menos sob um custo acessível.
O influente documento intitulado Panorama da Energia Mundial foi publicado pela AIE menos de um mês antes da reunião de quase 200 países em Bali (Indonésia) para começar a discutir um tratado que suceda ao Protocolo de Kyoto a partir de 2012. "Até agora falou-se mais do que se fez na maioria dos países", disse a AIE. "As consequências do crescimento desordenado na demanda global por energia para a China, a Índia, a OCDE países industrializados e o resto do mundo são, entretanto, alarmantes." A resposta a tal situação inclui a busca por maior eficiência energética e o uso de energias renováveis, com menor emissão de carbono do que os combustíveis fósseis.
A AIE, que dá consultoria a 26 países industrializados, disse que as emissões globais de carbono devem crescer 57% até 2030, se mantida a atual tendência, e que isso é consistente com um aumento de 5 graus Celsius a 6 graus Celsius em longo prazo na temperatura global, conforme as recentes estimativas da ONU. Mesmo que os governos adotassem todas as políticas ambientais em discussão, as emissões de carbono ainda assim cresceriam mais de 25% até 2030, o que representaria um aquecimento médio de 3C. Nesse modelo, as energias renováveis atenderiam a 17% da demanda, ainda bem aquém do carvão.
Reduzir as emissões de carbono abaixo dos níveis atuais e manter a mudança climática dentro dos padrões de segurança definidos pela UE exigiria uma ação política "sem precedentes".Algumas usinas elétricas movidas a combustíveis fósseis seriam prematuramente aposentadas, a um custo de 1 trilhão de dólares, e o preço da eletricidade ficaria muito mais alto, segundo o relatório.
Mas o forte crescimento econômico que ajuda a reduzir a pobreza na Ásia, especialmente na China e na Índia, é o principal responsável pela expectativa de aumento nas emissões de carbono. Só a China foi responsável por 58% do aumento das emissões mundiais de carbono entre 2000 e 2006. Até 2030, sua contribuição para as emissões globais devem crescer de cerca de 20% para mais de 25%. Em termos per capita, porém, as emissões chinesas continuariam inferiores às dos EUA.
A AIE defendeu uma "reação global" para descobrir soluções energéticas que tornem o crescimento da Ásia mais sustentável. O relatório confirma o teor de uma reportagem deste ano da Reuters, segundo a qual a China está no caminho de superar os EUA como maior emissor mundial de carbono em 2007. O relatório prevê que a Índia vá superar a Rússia e se tornar o terceiro maior emissor até 2015.

Fonte:http://noticias.terra.com.br

5 de novembro de 2007

Pessoas mudariam estilo de vida para frear mudança climática, diz pesquisa

Londres, 5 nov (EFE).- A maioria das pessoas estaria disposta a fazer sacrifícios pessoais para solucionar os problemas gerados pela mudança climática, segundo uma pesquisa realizada pela rede britânica "BBC" com cidadãos de 21 países. Quatro em cada cinco indivíduos ouvidos pela pesquisa feita pela empresa GlobeScan com 22 mil pessoas afirmaram estar dispostos a alterar o seu estilo de vida caso isso ajude a diminuir o aquecimento global. Essa atitude foi percebida inclusive entre os moradores de Estados Unidos e China, os dois maiores emissores de dióxido de carbono do mundo. Os consultados mostraram apoio à introdução de taxas sobre o consumo de energia causadora da mudança climática, se o dinheiro for utilizado para promover novas fontes energéticas ou impulsionar sua eficiência. Segundo o especialista em meio ambiente da "BBC", Matt McGrath, na maioria dos países sondados as pessoas estão mais dispostas que os seus Governos a considerar a introdução de mudanças em seus estilos de vida para combater o aquecimento do planeta. Para 83% dos entrevistados, é necessário alterar os hábitos de vida para reduzir a quantidade de gases poluentes produzidos, e a maioria acredita que para reduzir o problema será preciso algum sacrifício pessoal. Quanto à proposta de aumentar os preços dos combustíveis fósseis, apenas 50% dos participantes se mostraram a favor, contra 44% que se opõem. Os dados foram recolhidos entre 29 de maio e 26 de julho de 2007 no Brasil, Reino Unido, Austrália, Canadá, Chile, China, Egito, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Quênia, México, Nigéria, Filipinas, Rússia, Coréia do Sul, Espanha, Turquia e EUA. EFE prc pp/pa SOC:SOCIEDADE-SAUDE,CONSUMO.

Fonte:http://br.noticias.yahoo.com