Mostrando postagens com marcador aquecimento global. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aquecimento global. Mostrar todas as postagens

18 de dezembro de 2007

Bagaço da cana também produz álcool

Uma pesquisa inovadora promete consolidar aposição estratégica do Brasil como um grande produtor mundial de biocombustíveis.

Pesquisadores da Petrobras e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram uma tecnologia para a obtenção de etanol a partir do bagaço da cana-de-açúcar, o que poderá aumentar em 40% a produção nacional desse biocombustível e incrementar a participação das fontes renováveis na matriz energética do país.

A iniciativa surgiu da necessidade da Petrobrás de investir em alternativas que aumentassem a produção de álcool sem expandir a área de cana plantada, o que evitaria a competição com a agricultura voltada para a produção de alimentos e não estimularia o desmatamento.

A partir de um levantamento feito pela empresa nas principais universidades do país, teve início em 2004 um projeto baseado em resultados promissores de uma pesquisa conduzida pelo professor Ney Pereira Junior, da Escola de Química da UFRJ.


Fonte: http://ceticismo.wordpress.com/

7 de dezembro de 2007

Brasil é o 8º em ranking dos países que mais lutam contra mudança climática

O Brasil ficou em oitavo lugar na lista dos países que mais lutam contra as mudanças climáticas, entre as 56 nações mais poluentes do planeta, segundo um índice elaborado pela ONG Germanwatch e que é liderado pela Suécia.

O estudo também destaca os esforços do México e da Argentina, mas mostra um alerta em relação à Austrália, Estadoidos e Arábia Saudita.

O Índice de Performance sobre Mudança Climática 2008 avalia os esforços dos principais países emissores de CO2, e foi elaborado pela Germanwatch por ocasião da 13ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada em Bali (Indonésia).

Entre as 20 primeiras colocações, além do Brasil, estão México (4º lugar) - atrás somente de Suécia, Alemanha e Islândia - e a Argentina (10º lugar).

Também fazem parte da lista 12 dos 27 países da União Européia (UE), entre eles Reino Unido (7º), França (18º), Hungria (6º) e Malta (14º).

Os 56 países analisados pelo índice são responsáveis por 90% das emissões de CO2 lançadas à atmosfera.

Entre os dez países mais poluentes e que fazem menos esforços destacam-se Rússia (50º), Canadá (53º), Austrália (54º), EUA (55º) e Arábia Saudita (56º).

O objetivo do índice, publicado pela Germanwatch desde 2006, é aumentar a pressão sobre os países industrializados que mais contribuem para o aquecimento global, entre eles EUA, com 21,44% das emissões de CO2; China (18,8%), Rússia (5,69%), Japão (4,47%), Índia (4,23%) e Alemanha (3%). EFE umj lg/an SOC:SOCIEDADE-SAUDE,SOLIDARIEDADE-DIREITOS

Fonte:Brasil é o 8º em ranking dos países que mais lutam contra mudança climática

5 de dezembro de 2007

Desmatamento zero com respeito à biodiversidade e às populações locais


Greenpeace lança em Bali proposta marco para reduzir a destruição de florestas tropicais, que representa 20% das emissões total de gases do efeito estufa no mundo.


Proposta do Greenpeace em Bali quer acabar com o desmatamento respeitando a biodiversidade e as populações locais.


Estamos prontos para defender o planeta em Bali. Já os governos...


Começou na Indonésia a 13a. Conferência da Convenção de Clima da ONU e já estamos lá pressionando as autoridades para que assumam a responsabilidade de cortar pra valer as emissões de gases do efeito estufa.

Também estamos divulgando a importância de se limpar a matriz energética mundial e acabar com o desmatamento das florestas do planeta.


Fonte:http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/

3 de dezembro de 2007

UE distribui software para calcular emissões poluentes

A União Européia lançou na sexta-feira o primeiro aplicativo que permite calcular, por meio do telefone celular, a quantidade de gases causadores do aquecimento global emitida por uma pessoa em suas atividades diárias.

Chamada mobGAS, a tecnologia é capaz de indicar o nível de emissão pessoal de três gases com efeito estufa - dióxido de carbono, metano e óxido nitroso - a partir de informações sobre o tipo de transporte que o cidadão utilizou, o tempo que passou assistindo televisão ou que tipo de comida cozinhou em determinado dia.

O usuário pode optar por enviar seus resultados diários, mensais ou anuais ao site do aplicativo para que sejam comparados com a média nacional e mundial de emissões individuais.

Com base nesses dados, uma animação mostra a contribuição do cidadão para atingir as metas do Protocolo de Kyoto.

“Os comportamentos individuais, especialmente a forma como nos deslocamos, os aparelhos que utilizamos e os alimentos que ingerimos, podem influenciar as emissões de forma significativa. O estilo de vida e as opções dos consumidores constituem um fator chave e por isso é importante que as pessoas tenham consciência do impacto das suas opções”, defende a Comissão Européia(CE), órgão Executivo da UE.

Engajamento

Com o objetivo de engajar os cidadãos europeus na redução de emissões de gases de efeito estufa, a UE está fornecendo o aplicativo gratuitamente na página de internet http://mobgas.jrc.ec.europa.eu.

O custo associado com o download depende do plano de preços da operadora de celular.

O mobGAS pesa em média 146 Kb e está disponível em 21 idiomas europeus, por enquanto apenas para telefones celular.

“O celular é um aparelho que todos levam consigo na maior parte do tempo, então é possível usar algum momento tranquilo, em uma viagem de ônibus ou enquanto se espera por um compromisso, para fazer o calculo das emissões pessoais”, explica a CE.O aplicativo foi desenvolvido por cientistas do centro de pesquisas da CE (Joint Research Center) em parceria com a companhia portuguesa MobiComp.
Fonte:http://www.bbc.com

12 de novembro de 2007

Aquecedor à base de latinhas

Um painel de latinhas de alumínio que funciona como aquecedor de água está sendo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa do Centro Universitário de Itajubá (Universitas), em Minas Gerais. O equipamento é uma alternativa para famílias de baixa renda, pois usa energia solar e permite o reaproveitamento de latas de alumínio. O novo aparelho não prejudica a saúde humana e o meio ambiente, além de ter custo muito menor do que os outros aquecedores à base de energia solar.

A idéia do aparelho surgiu em fevereiro do ano passado, quando o país vivia um período de crise energética. A equipe de alunos do curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica da Universitas, coordenada pelo físico nuclear Jorge Henrique Sales, fez um levantamento do custo de energia com chuveiro elétrico e os resultados foram espantosos. “Se as famílias de baixa renda substituíssem a energia elétrica pela solar, a economia chegaria a 35%”, afirma Sales. Segundo dados do censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 52% das pessoas que têm alguma ocupação no Brasil recebem no máximo dois salários-mínimos. “Nossa preocupação é desenvolver opções para reduzir os gastos dessas pessoas”, destaca.

Segundo o pesquisador, as latinhas foram usadas porque, ao serem cortadas transversalmente, lembram o formato de uma lente côncava. Os canos que conduzem a água até o chuveiro do usuário são colocados no foco dessas “lentes”, ou seja, no centro das latas, enfileiradas em uma caixa de metal pintada de preto e vedada com vidro.

O equipamento combina três efeitos que resultam em um bom aumento de temperatura, capaz de aquecer a água.”A latinhas refletem os raios solares em direção aos canos, a cor negra no fundo da caixa absorve a luz solar e o vidro retém ainda mais o calor por causa do efeito estufa gerado por esse sistema fechado”, explica Sales. Segundo ele, o aparelho deve custar aproximadamente R$ 540, contra R$ 3 mil dos aquecedores solares convencionais. Com o desgaste provocado pelo tempo de uso, as latas podem ser recicladas e substituídas por outras.Por enquanto, os testes com o aquecedor de latinhas estão sendo feitos em uma casa experimental, construída pelos estudantes de Engenharia Civil do Centro Universitário de Itajubá, onde todos os aparelhos internos são protótipos de baixo custo. No futuro, a equipe pretende implantar essa tecnologia em uma comunidade carente da cidade mineira. “Nosso objetivo é usar o aparelho para finalidades sociais, melhorando a vida da comunidade de baixa renda”, conclui.


Vulcões podem explicar oxigênio na atmosfera

Os indícios mais antigos da existência de oxigênio na atmosfera da Terra remontam a cerca de 2,5 bilhões de anos atrás. No entanto, há evidências de que as cianobactérias – os primeiros seres vivos a produzirem esse gás por meio da fotossíntese – existem há pelo menos 2,7 bilhões de anos. Por que então o oxigênio não apareceu antes na atmosfera? Uma dupla de pesquisadores propõe agora que uma mudança no tipo de vulcões que predominavam no planeta pode explicar esse mistério.

O geólogo Lee Kump, da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA), ficou intrigado com um novo cálculo da data em que os níveis de oxigênio aumentaram na atmosfera. Essa estimativa pode ser feita a partir da medição da proporção de isótopos de enxofre preservados em rochas sedimentares. Kump constatou que as novas estimativas, obtidas recentemente por outros pesquisadores, coincidiam com a data de um importante evento da história geológica da Terra. “O refinamento da data do aumento do oxigênio mostrou que ele ocorreu exatamente na transição do éon Arqueano para o Proterozóico”, conta Kump. “Isso fez com que eu me questionasse por que uma grande mudança na atmosfera coincidiu com uma grande mudança tectônica.”

Kump decidiu então, ao lado do também geólogo Mark Barley, da Universidade da Austrália Ocidental, examinar de perto os padrões de vulcanismo no planeta durante essa transição. Eles compilaram dados reunidos por outros pesquisadores sobre a atividade vulcânica do planeta ao longo da história e identificaram um elemento que poderia resolver o mistério. Os resultados foram apresentados por eles na edição desta semana da revista Nature .

Vulcões submarinos e terrestres

A dupla constatou que a quantidade de vulcões submarinos, abundantes durante o Arqueano, diminuiu subitamente na transição para o Proterozóico. Ao fim do Arqueano, fragmentos continentais começaram a se juntar para compor massas de terra grandes e estáveis – data possivelmente dessa época a formação do primeiro supercontinente do planeta. Com isso, os vulcões terrestres começaram a existir em número cada vez maior, até que se tornaram predominantes em relação aos submarinos.

E como essa mudança no perfil dos vulcões do planeta pôde afetar a composição da atmosfera? A resposta está no tipo de gases produzidos por eles. Os vulcões submarinos entram em erupção em temperaturas mais baixas e, por isso, emitem grande quantidade de gases como o sulfeto de hidrogênio, que reage com o oxigênio para formar íons de sulfato que, por sua vez, são fixados na forma de minerais.

Já os vulcões terrestres entram em erupção em temperaturas mais altas e emitem gases com menor capacidade de consumir oxigênio. Os autores sugerem que a predominância progressiva desses vulcões a partir da transição Arqueano-Proterozóico permitiria explicar por que os níveis de oxigênio na atmosfera só aumentaram 200 milhões de anos depois do surgimento das primeiras cianobactérias.

A hipótese é engenhosa, mas alguns pesquisadores defendem que outros mecanismos poderiam estar por trás do fenômeno. “Não considero que o problema esteja resolvido”, reconhece Kump. “Baseamos nossa hipótese em registros geológicos limitados, caracterizando o estilo de vulcanismo global em rochas.” Segundo ele, os registros preservados nas rochas podem não retratar exatamente os processos geológicos ocorridos bilhões de anos atrás. Só mais estudos permitirão ratificar a hipótese. “Precisamos trabalhar duro para expandir nosso banco de dados sobre depósitos vulcânicos ao longo do tempo.”

7 de novembro de 2007

Mudança climática pode acabar com a globalização

As alterações no clima do planeta podem acabar com a globalização antes de 2040, alertam especialistas norte-americanos em relatório divulgado nesta segunda-feira (5). A tendência, segundo o relatório, é que os países se isolem para poupar seus escassos recursos, com o surgimento de conflitos pelo deslocamento de refugiados de secas e da elevação dos mares. A escassez dos recursos naturais deverá ditar os termos das relações internacionais no futuro, segundo Leon Fuerth, da Universidade George Washington, um dos autores do relatório. "A cooperação global com base em um mundo rico em recursos pode dar lugar a um regime ondeas matérias-primas vitais são escassas', disse Fuerth à Reuters, ao divulgar o relatório"AEra das Consequências".
"Algumas das conseqüências podem essencialmente envolver o fim da globalização tal qual a conhecemos, pois diferentes partes da Terra se contraem a fim de tentar conservar o que precisam para sobreviver", disse Fuerth, que foi assessor de segurança nacional do ex-vice-presidente Al Gore.
De acordo com Fuerth, os países ricos "atravessam um processo de 30 anos de chutar as pessoas para fora do bote salva-vidas", enquanto as nações mais pobres sofrem as piores conseqüências ambientais, que podem ser "extremamente debilitantes em termos morais".
"Isso também indica que o tipo de ódio que se cria entre diferentes grupos será acentuado conforme esses grupos tentem se deslocar para locais mais amenos do planeta", disse Fuerth.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br












Amazônia quente traz cheia ao Sul

FÁBIO AMATO da Agência Folha, em São José dos Campos

A elevação da temperatura média na Amazônia nos próximos anos deverá implicar uma maior ocorrência de chuvas fortes e intensas na região da bacia do rio da Prata, que inclui os Estados do Sudeste e do Sul do país, além de parte da Argentina e do Paraguai.

Isso significa que, no futuro, a região poderá registrar com maior freqüência problemas como enchentes e perdas na agricultura em razão do aquecimento global.

As conseqüências desse cenário são algo que qualquer cidadão paulistano já sente na pele todo verão: tempestades que alagam a cidade em questão de horas, matam gente --sobretudo nas regiões mais pobres-- e causam prejuízos.

É o que conclui o pesquisador do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) Wagner Rodrigues Soares, em tese de doutorado que será defendida no começo do ano que vem no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O trabalho teve duração de quatro anos.
Soares analisou os ventos responsáveis por transportar umidade da Amazônia até a bacia do Prata, os chamados jatos de baixos níveis da América do Sul. A umidade transportada por esses ventos tem influência no clima no sul do continente.

Com ajuda de um programa de computador, o pesquisador calculou quantos desses jatos de baixos níveis ocorreram durante a década de 1980 e quantos devem ocorrer na década de 2080, em um cenário de aquecimento global previsto pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), no qual a Amazônia terá temperaturas médias de 2C a 7C superiores às atuais.

O resultado da comparação entre os dois períodos aponta um aumento de até 86% na ocorrência dos jatos durante a década de 2080.

A quantidade maior de jatos, segundo o estudo, deve elevar em cerca de 50% o fluxo de umidade da Amazônia para a bacia do Prata.

Convergência

"Com o aumento da quantidade de umidade, vai haver uma maior convergência, ou seja, a umidade que chega da Amazônia e aquela que já está na bacia do Prata se juntam e sobem para a atmosfera. Esse fenômeno é responsável pela formação das nuvens e das chuvas", diz Soares.
Segundo ele, o aumento da umidade está ligado a uma maior quantidade de eventos extremos de chuva na bacia do Prata. "Isso significa que as regiões Sul e Sudeste do país podem enfrentar mais enchentes e problemas na agricultura em um futuro com aquecimento global extremo", afirma.

De acordo com o estudo, o aumento da ocorrência dos jatos poderá resultar também em maiores eventos de seca na Amazônia, porque uma maior quantidade de umidade deve ser transportada da floresta para o sul.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Mudança climática pode ameaçar a segurança nacional dos EUA

A mudança climática pode representar, mais do que qualquer outro fenômeno, “um dos maiores desafios para a política externa e a segurança nacional” dos Estados Unidos, segundo dois influentes grupos de estudo deste país. “A era das conseqüências: implicações da mudança climática para a política externa e a segurança nacional” é o título de um informe de 119 paginas publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e pelo Centro para uma Nova Segurança Norte-americana (CNAS).Entre as conseqüências da mudança climática, o pior que pode ocorrer, “verossímil” devido às últimas estimativas, é que se registre um “desequilíbrio virtual em todos os aspectos da vida moderna”, de acordo com a conclusão das duas instituições. “A única experiência comparável para muitos dos pesquisadores seria considerar as conseqüências de uma guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética em plena Guerra Fria”, diz o estudo, divulgado na segunda-feira.O aumento da temperatura e do nível do mar em razão da mudança climática provavelmente determine “migrações humanas em grande escala, tanto dentro dos países quanto de uma nação a outra’, mesmo nos melhores cenários. As conseqüências da seca e o derretimento dos gelos em algumas partes provavelmente também causem grandes deslocamentos populacionais. “As situações mais graves trazem consigo a possibilidade de, talvez, milhares de milhões de pessoas terem de ser reassentadas no médio e longo prazos”, segundo o informe.Toda migração maciça desencadearia, quase com certeza, grandes tensões regionais e exigiria esforços cada vez mais draconianos por parte dos países ricos para evitar a entrada de imigrantes em seus territórios. “O aquecimento do planeta pode desestabilizar o mundo”, afirmou o presidente do CNAS, Kurt Campbell, que foi subsecretário da Defesa no governo do presidente Bill Clinton (1993-2001). “Considero que isto rapidamente se transformará em um assunto determinante de nossa época”, acrescentou.A divulgação do documento coincide com a apresentação no Congresso norte-americano, controlado pelo opositor Partido Democrata, de projetos para reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa em centrais de energia, fábricas e automóveis em até 60%, em relação aos índices atuais, até o ano de 2050. O estudo pretendeu cobrir o que Campbell considera uma falta “surpreendente e alarmante” de conhecimento sobre as conseqüências geopolíticas da mudança climática na comunidade vinculada à segurança nacional dos Estados Unidos.O documento foi divulgado após o ex-vice-presidente Al Gore (1993-2001) e o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC) eram os ganhadores do Nobel da Paz por seus esforços em conscientizar sobre esse fenômeno e suas possíveis conseqüências. O IPCC foi criado em 1988 pela Organização das Nações Unidas para avaliar as informações científica, técnica e sócio-econômica relevante na compreensão da mudança climática, seus efeitos excepcionais e as opções de adaptação e mitigação.As últimas pesquisas divulgadas pelo IPCC em fevereiro sobre a relação entre a atividade humana e o aquecimento da Terra concluíram, com 90% de certeza, que desde 1950 as emissões de gases que provocam o efeito estufa é a principal causa do aumento da temperatura da atmosfera terrestre. Em um volumoso documento publicado dois meses depois pelo IPCC há informação detalhada das conseqüências da mudança climática em regiões especificas do mundo no próximo século. O segundo informe deste grupo coincidiu com a publicação de outro estudo elaborado por uma equipe de oficiais da reserva do exército dos Estados Unidos.Nele se alerta, entre outras coisas, que a elevação do nível do mar e a escassez de água doce, especialmente no Oriente Médio, na África e Ásia meridional e sudeste asiático, “propiciaria condições para fomentar conflitos internos, extremismos e movimentos com ideologias cada vez mais autoritárias e radicais”. Para a elaboração deste último estudo foram consultados 50 cientistas e especialistas em política externa. Entre os que foram ouvidos estão o ex-asessor de segurança nacional de Al Gore, Leon Fuerth; o chefe da equipe da Casa Branca no governo Clinton, John Podesta; o prêmio Nobel de Economia Thomas Schelling; o presidente da Academia Nacional de Ciências, Ralph Cicerone, e o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) e conhecido neoconservador James Woolsey.O informe apresenta três situações “verossímeis” baseadas, em grande parte, no trabalho do IPCC: casos climáticos “esperados”, “graves” e “catastróficos”. Também resenha os principais desafios que deverão enfrentar os responsáveis pela segurança nacional em cada um deles, em capítulos separados. A situação “esperada” prevê aumento da temperatura global de 1,3 graus e do nível do mar em 0,23 metro nos próximos 30 anos. Para o contexto “grave” o prognóstico é de aumento da temperatura em 2,6 graus e do nível do mar em 0,52 metros no mesmo período. Por fim, a situação “catastrófica” projeta temperatura de 5,6 graus acima da atual e elevação do nível do mar em dois metros até 2110.Em qualquer dos três casos, as migrações maciças constituem, “talvez, os problemas mais preocupantes” que deverão enfrentar os responsáveis pela segurança nacional. “Nenhuma região corre tanto risco direto de sofrer emigrações como a Ásia meridional”, pois zonas de terras baixas com Bangladesh se tornarão cada vez mais inóspitas para se viver, segundo o caso “esperado”. A Índia terá de enfrentar um aumento de imigrantes, refugiados de seu vizinho do leste. Nesse contexto, a Nigéria, país mais povoado da África e maior produtor de petróleo, e a África oriental também podem sofrer situações de estresse.A queda prevista na produção de alimentos e água doce, além das maiores possibilidades de conflitos internos e entre países, fomentará a emigração de mais africanos e asiáticos. Isso pode levar a um aumento da quantidade de imigrantes muçulmanos na Europa, diz o informe, segundo o qual esses processos podem causar tanto reações violentas dos europeus quanto a radicalização da população islâmica do continente. No caso “grave”, o continente americano também sofrerá imigrações em massa de habitantes de terras baixas do Caribe, da América Central, do México e países litorâneos da América do Sul em busca de terrenos mais altos dentro de seus países ou no estrangeiro, incluindo os Estados Unidos.“A tensão acumulada devido à mudança climática grave pode levar a um colapso econômico e político sistemático na América Latina e na América Central”, diz o informe, assinalando que quase seguramente será preciso lidar com “o duro golpe que receberão os governos democráticos” da região. Já as conseqüências do contexto “catastrófico” seriam mais funestas, de acordo com esse estudo, no qual é citado um dos participantes que as comparou com a apocalíptica situação mostrada no filme “Mad Max”, só que mais quente, sem praias e, talvez, com maior caos.O estudo ressalta que é preciso acabar com a ilusão dos dirigentes políticos em relação a dois mitos: que a mudança climática será “suave e gradual” e que terá impacto relativamente moderado nas nações industrializadas. “A mudança climática pode ser um dos maiores desafios a serem enfrentados por esta ou pelas próximas gerações de políticos em matéria de segurança nacional”, diz o informe.

Fonte:http://envolverde.ig.com.br

Aquecimento Global

Demanda energética da China e Índia ameaça clima

A Agência Internacional de Energia apresentou na quarta-feira propostas duras e urgentes paraevitar as "alarmantes" implicações climáticas do aumento da demanda energética de China e Índia.
O relatório sugere que restringir a mudança climática a determinados limites, como quer a União Européia, pode ser algo inatingível, ao menos sob um custo acessível.
O influente documento intitulado Panorama da Energia Mundial foi publicado pela AIE menos de um mês antes da reunião de quase 200 países em Bali (Indonésia) para começar a discutir um tratado que suceda ao Protocolo de Kyoto a partir de 2012. "Até agora falou-se mais do que se fez na maioria dos países", disse a AIE. "As consequências do crescimento desordenado na demanda global por energia para a China, a Índia, a OCDE países industrializados e o resto do mundo são, entretanto, alarmantes." A resposta a tal situação inclui a busca por maior eficiência energética e o uso de energias renováveis, com menor emissão de carbono do que os combustíveis fósseis.
A AIE, que dá consultoria a 26 países industrializados, disse que as emissões globais de carbono devem crescer 57% até 2030, se mantida a atual tendência, e que isso é consistente com um aumento de 5 graus Celsius a 6 graus Celsius em longo prazo na temperatura global, conforme as recentes estimativas da ONU. Mesmo que os governos adotassem todas as políticas ambientais em discussão, as emissões de carbono ainda assim cresceriam mais de 25% até 2030, o que representaria um aquecimento médio de 3C. Nesse modelo, as energias renováveis atenderiam a 17% da demanda, ainda bem aquém do carvão.
Reduzir as emissões de carbono abaixo dos níveis atuais e manter a mudança climática dentro dos padrões de segurança definidos pela UE exigiria uma ação política "sem precedentes".Algumas usinas elétricas movidas a combustíveis fósseis seriam prematuramente aposentadas, a um custo de 1 trilhão de dólares, e o preço da eletricidade ficaria muito mais alto, segundo o relatório.
Mas o forte crescimento econômico que ajuda a reduzir a pobreza na Ásia, especialmente na China e na Índia, é o principal responsável pela expectativa de aumento nas emissões de carbono. Só a China foi responsável por 58% do aumento das emissões mundiais de carbono entre 2000 e 2006. Até 2030, sua contribuição para as emissões globais devem crescer de cerca de 20% para mais de 25%. Em termos per capita, porém, as emissões chinesas continuariam inferiores às dos EUA.
A AIE defendeu uma "reação global" para descobrir soluções energéticas que tornem o crescimento da Ásia mais sustentável. O relatório confirma o teor de uma reportagem deste ano da Reuters, segundo a qual a China está no caminho de superar os EUA como maior emissor mundial de carbono em 2007. O relatório prevê que a Índia vá superar a Rússia e se tornar o terceiro maior emissor até 2015.

Fonte:http://noticias.terra.com.br

5 de novembro de 2007

Começa controle de emissão de gases de carros em SP

Começa hoje o programa de monitoramento de emissões de gases da frota de carros em circulação em São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab dá inicio a ação em cerimônia esta manhã, no Estádio do Pacaembu, na capital. Estima-se que, em 12 meses, sejam feitas mais de 750 mil leituras, o que resulta em 480 mil ou mais identificações válidas. O equipamento de sensoriamento remoto, que ficará em cada endereço escolhido por período de uma semana, está regulado para ler emissões de veículos movidos a álcool, gasolina e gás. A medição é efetuada com os carros em movimento, sem obstáculos. O sensoriamento será realizado em 52 pontos do município. Os dados obtidos darão panorama das condições da frota por tipo de veículo, ano de fabricação, modelo e outros fatores, e poderão ser utilizados para o desenvolvimento de ações de educação ambiental. O sistema também capta e digitaliza imagens do veículo e de sua chapa, bem como velocidade e aceleração. As informações são usadas para validar o teste e identificar veículos poluidores, automóveis que rodam irregularmente e, no futuro, ajudará a monitorar a eficiência da Inspeção Veicular Ambiental de São Paulo.A ESP (Environmental Systems Products), responsável pela tecnologia Remote Sensing, tem experiência comprovada nos Estados Unidos e em países como Áustria, Canadá, México, Hungria, Coréia, Suécia, Suíça, Taiwan e Tailândia. Atualmente, são realizadas anualmente 16 milhões de inspeções por meio dessa tecnologia. Durante os últimos 25 anos, a ESP tem concentrado recursos na indústria de inspeção/manutenção deste tipo de programa. É também a pioneira na indústria de testes de segurança veicular.
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com

Banco de gelo do Ártico vai desaparecer até 2023


Banco de gelo do Ártico vai desaparecer até 2023, dizem cientistas
da Efe, em Paris


O coordenador do projeto europeu Damocles, Jean-Claude Gascard, afirmou que o banco de gelo do Ártico desaparecerá até 2023 se o degelo registrado no verão do hemisfério norte continuar no atual ritmo, o que causaria grandes transtornos climáticos na Europa.
"Ficamos surpresos com a grande rapidez com que o gelo ártico se derrete no verão", disse Gascard hoje ao "Le Parisien".
Após lembrar que "500 mil quilômetros quadrados adicionais são perdidos a cada ano", ele alertou que "neste ritmo, o banco de gelo no verão terá desaparecido até 2023", muito antes do previsto pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas).
A grande diminuição do banco de gelo no final do verão foi constatada pelos cientistas da embarcação Tara, que faz parte do programa europeu Damocles e que começou sua expedição pelo Ártico em setembro de 2006.
O projeto Damocles tem como objetivo melhorar a antecipação às mudanças geradas pelo aquecimento global terrestre no Ártico e inscreve-se nas atividades do Ano Polar Internacional 2007-2008.
Leia mais
Mudança climática terá grave impacto sobre a saúde, diz estudo
Crianças são mais afetadas pelo aquecimento global, diz pesquisa
Livro apresenta 1001 maneiras de salvar o planeta
Entenda a importância e as conseqüências do mau uso da água
Fonte: