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8 de dezembro de 2007

Pesquisa visa tratar derramamentos de óleo usando bactérias

No início de outubro, o navio Cosco Busan colidiu com uma das torres da ponte São Francisco - Oakland, na costa oeste dos Estados Unidos. O acidente provocou o derramamento de 58 mil galões de óleo na Bacia de São Francisco. Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas poderá produzir uma importante ferramenta para a contenção de acidentes ambientais como esse. Sob a coordenação da química Anita Marsaioli, o projeto testa a atuação de bactérias na degradação do óleo derramado.

A Petrobras financia o projeto e envia amostras de óleo para os experimentos. No laboratório, a química e doutoranda Georgiana Feitosa da Cruz procura simular a biodegradação do óleo que ocorre na natureza ao longo dos anos dentro do reservatório. Cruz recebe cinco amostras de cada reservatório os quais são selecionados pela Petrobras entre os mais produtivos da bacia de Campos. As amostras são analisadas em um cromatógrafo gasoso acoplado com espectrômetro de massas (CG-EM), um aparelho que fragmenta e identifica substâncias químicas presentes nas amostras e as diferencia por tamanho dos fragmentos.

O equipamento analisa o teor de hidrocarbonetos leves (HL) nas amostras. Quanto mais HLs, mais leve é considerado o óleo e maior o seu valor comercial por ser mais fácil o refino. Ao longo do tempo, o óleo vai perdendo esses hidrocarbonetos leves e se tornando pesado. Para o estudo da biodegradação são selecionadas as amostras mais ricas em HL que são colocadas em diferentes meios de cultivo. Segundo Cruz, esses meios são enriquecidos com vitaminas, com reguladores de pH e com um consórcio de microorganismos.

Um dos grandes desafios desse trabalho é encontrar um grupo de microorganismos consorciados que consiga biodegradar o óleo em diversos ambientes. O consórcio de microrganismos de ambientes extremos permite uma ação conjunta dessas bactérias o que seria impossível de forma isolada. "Trabalhamos com bactérias aeróbicas e anaeróbicas especialmente selecionadas de amostras coletadas dos reservatórios naturais de petróleo", explica Marsaioli.

Com estes procedimentos, os pesquisadores buscam conseguir uma coleção de bactérias capazes de biodegradar petróleo. Os consórcios podem se transformar em uma ferramenta de remediação do meio ambiente em casos de derramamento de óleo no oceano, por exemplo. Os cientistas já sabem que as bactérias associadas a esses meios no subsolo só conseguem fazer a degradação do óleo pesado porque produzem substâncias que são chamadas de biosurfactantes e que permitem que o óleo pesado seja transformado em uma emulsão. Por isso, outro objetivo desse trabalho, segundo a pesquisadora, é elucidar o caminho químico do processo através da coleta periódica de amostras e identificar substâncias potencialmente biosurfactantes.

Esse projeto faz parte da rede temática multidisciplinar de Geoquímica Orgânica, coordenada pelo químico Francisco Reis. O objetivo dessa rede é gerar conhecimentos que possibilitem, em longo prazo, criar procedimentos capazes de atuar na recuperação do meio ambiente em casos de desastres ambientais através de processos de biodegradação.

As redes temáticas, segundo Reis, foram adotadas pela Petrobras a fim de direcionar as pesquisas para os temas de maior interesse da sociedade e reunir trabalhos, com o mesmo foco e que sejam feitos por diferentes instituições de pesquisa do Brasil. A aplicação dos recursos, usados para renovar, construir e equipar laboratórios é fiscalizado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo). Já a propriedade das pesquisas e o desempenho dos pesquisadores são supervisionados através de uma parceira com o Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes) no Rio de Janeiro.

5 de dezembro de 2007

Mutirão Ambiental! Evite Sacolas Plásticas



A Secretaria do Meio Ambiente,estará realizando no dia 08 de dezembro o Mutirão Ambiental.


"Reconhecendo os graves problemas ambientais, decorrentes das ações de diversas populações mundiais que buscam o progresso científico e tecnológico, sem atentar à importância da preservação do meio ambiente, como uma condição garantidora dasobrevivência da vida no nosso planeta, a Secretaria do MeioAmbiente do Estado de São Paulo desencadeará a partir do dia 8 de dezembro, inúmeras ações de conscientização da populaçãoquanto a utilização indiscriminada de sacolas plásticas como embalagem de variados produtos comercializados, cuja degradação, quando inutilizadas, demora grandes períodos de tempo, permanecendo na natureza."

Acesse o link: http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraoambiental/ e participe.

30 de novembro de 2007

Cana-de-açúcar domina áreas prioritárias para conservação do Cerrado


Alerta é de estudo feito pelo Instituto Sociedade, População e Natureza. Locais definidos como essenciais para preservação estão dando lugar ao cultivo.

As áreas que o Ministério do Meio Ambiente definiu como prioritárias para a conservação do Cerrado estão sendo invadidas pelo cultivo da cana-de-açúcar, de acordo com um levantamento do Instituto Sociedade, População e Natureza, um centro de pesquisas sem fins lucrativos, divulgado nesta sexta-feira (30). O problema ameaça não apenas os recursos naturais da região, mas também as populações que vivem no local e a segurança alimentar dos moradores.

O Cerrado é o segundo bioma mais ameaçado do país, atrás apenas da Mata Atlântica. Se estendendo ao longo de cerca de dois milhões de quilômetros quadrados, faz ligação com todos os outros biomas do país, a Amazônia, a Caatinga, o Pantanal e a Mata Atlântica.

Como não existe um monitoramento oficial, fica difícil saber exatamente o quanto do Cerrado brasileiro está sendo destruído. Mas as estimativas indicam que o desmatamento na região seja ainda maior que o do Amazônia e que, ao longo dos últimos dez anos, o Brasil perdeu a metade da cobertura original de Cerrado.

Os pesquisadores do ISPN traçaram o perfil das grandes culturas da região, de acordo com Nilo D’Ávila, assessor de políticas públicas do Instituto. Ao analisar as áreas que o Ministério do Meio Ambiente havia declarado, em junho passado, como “prioritárias” para a conservação do bioma, eles levaram um susto.

“Surpreendentemente, as áreas em que o Ministério se debruçou, as que precisam ter atenção, estão repletas de cana”, afirmou D’Ávila ao G1. “Onde o Ministério finalizou que iria ter um trabalho, a indústria da cana está chegando primeiro”, disse ele.

É o caso dos municípios de Goianésia e Barro Alto, em Goiás, em uma região considerada uma prioridade “muito alta” para o uso sustentável, segundo o Ministério, que está “dominada pela cultura da cana”, segundo o levantamento do ISPN. O caso se repete em outras áreas goianas e em outros estados.

Na nascente do rio São Lourenço, no Mato Grosso, a cana-de-açúcar se espalha exatamente pela mesma área onde se deveria ser instalado um corredor de biodiversidade para migração das espécies. O centro do estado de São Paulo, área de prioridade “extremamente alta” para o MMA, está tomado pela cana.

Para Nilo D’Ávila, “já passou da hora do MMA fazer alguma coisa”. Ele sugere um plano de ação urgente, que envolva dois pontos principais. “Primeiro, é preciso criar um plano de combate ao desmatamento no Cerrado nos moldes do que já é feito na Amazônia”, afirma. “Em segundo lugar, é preciso definir regiões de proteção para instalação a curto prazo de projetos de sustentabilidade.”

O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do Ministério do Meio Ambiente, mas não obteve retorno.


Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL199807-5603,00-CANADEACUCAR+DOMINA+AREAS+PRIORITARIAS+PARA+CONSERVACAO+DO+CERRADO.html

24 de novembro de 2007

Permacultura

Seleção de planta-matriz de palmito-Juçara para coleta de sementes, dentro de um manejo sustentado de palmito


Histórico:

A permacultura, também chamada de "agricultura permanente", começou por volta de 1975, 1976, com as idéias de Bill Mollison na Austrália sobre um modo diferente de se pensar a disposição das espécies vegetais, mais próximo dos ecossistemas naturais. Viajando para os Estados Unidos, Bill e outros pioneiros difundiram suas teorias até conseguirem a construção de um Centro Rural de Educação, primeira instituição oficial da permacultura neste país.

Princípios:

Nesta corrente se procura praticar uma agricultura da forma mais integrada possível com o ambiente natural, imitando a composição espacial das plantas encontradas nas matas e florestas naturais. Envolve plantas semi-permanentes (mandioca, bananeira) e permanentes (árvores frutíferas, madereiras, etc), incluindo a atividade produtiva de animais. Trata-se, pois, de um sistema "Agrosilvopastoril", ou seja, que busca integrar lavouras, com espécies florestais e pastagens e outros espaços para os animais, considerando os aspectos paisagísticos e energéticos, na elaboração e manutenção destes policultivos (diversas culturas convivendo no mesmo espaço).



Fonte:http://www.planetaorganico.com.br

20 de novembro de 2007

APROVEITAMENTO DA ÁGUA DA CHUVA

O sistema de aproveitamento de água da chuva para consumo não potável é uma medida muito simples e inteligente.

Atualmente o aproveitamento de água da chuva é praticado em larga escala em muitos países desenvolvidos. No Brasil, esta prática é comum somente em cidades muito áridas do Nordeste. Mesmo lá, este recurso poderia sem muito mais explorado.

As pessoas que iniciam a coleta de água da chuva verificam logo a diminuição dos custos com água. Muitas vezes há também economia nos custos com energia, visto que a coleta diminui a nescessidade de bombear água para a caixa d'água. Outro benefício é a redução do risco de enchentes em caso de chuvas fortes.

No processo adequado de coleta de água da chuva, normalmente faz-se uso do telhado. A primeira água que cai no telhado apresenta um grau de contaminação e deve ser desprezada. A água armazenada deverá ser utilizada somente para consumo não potável, como em bacias sanitárias, em torneiras de jardim, para lavagem de veículos e para lavagem de roupas.

É importante estar atento para que não se desenvolvam larvas do mosquito da dengue na água parada. Uma medida simples é fechar os recipientes com uma tampa. Não sendo possível, pode-se usar peixes que se alimentam das larvas.

Vamos aproveitar esta riqueza que literalmente "cai do céu".


Fonte:http://www.meioambienteurgente.blogger.com.br/

12 de novembro de 2007

Reciclagem de sucata eletrônica permite obtenção de matéria-prima nobre

Computadores, aparelhos de televisão, rádios e celulares carregam muito mais que utilidades e facilidades: quase todos os metais da tabela periódica podem ser encontrados em placas de circuito impresso que compõem equipamentos eletroeletrônicos em geral. Preocupado em impedir que esses metais retornem ao meio ambiente de forma inadequada, o engenheiro Hugo Marcelo Veit desenvolveu um processo inédito para reciclar sucatas eletrônicas, que envolve métodos mecânicos (magnéticos e eletrostáticos) e eletroquímicos. O trabalho foi realizado dentro do programa de pós-graduação em ciência dos materiais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

“Das placas podemos obter, entre outros elementos químicos, estanho, níquel, ouro, paládio, alumínio, chumbo e, principalmente, cobre”, explica Veit. Segundo o pesquisador, de uma tonelada de sucata é possível reaproveitar 53 kg de cobre, propiciando uma economia relevante. “Além de recuperar cobre, que é um metal caro, impedimos, por meio da separação, que o chumbo contamine o ambiente”, completa.

O processo começa com a separação de materiais que contêm substâncias corrosivas, como baterias, e em seguida as placas passam por rotores dotados de facas de aço. A sucata é moída duas vezes até que todos os pedaços fiquem com menos de 1 mm. Segundo Veit, a moagem libera os metais – faz com que os materiais polímeros e cerâmicos deixem de envolvê-los. Depois o pó é peneirado para uma primeira separação, chamada de granulométrica. Em geral os metais são mais grossos que as outras substâncias.

Ferro e níquel são, então, retirados da mistura por meio magnético, e os polímeros e cerâmicos, por não serem condutores, acabam completamente separados no processo eletrostático. O passo seguinte é a dissolução dos metais em ácido sulfúrico para transformá-los em íons, aos quais é aplicada uma diferença de potencial capaz de provocar o depósito de um elemento específico, como, por exemplo, o cobre. Veit explica que cada metal tem um potencial elétrico característico. Portanto, a aplicação de uma corrente elétrica específica faz com que uma substância se deposite, enquanto as outras continuam em solução.

A solução é encerrada em uma espécie de caixa, na qual uma das paredes é um catodo (pólo negativo) e outra é um anodo (pólo positivo). Nesse caso, o catodo é uma chapa de cobre e, quando a solução é submetida a uma corrente elétrica, os íons de cobre se depositam na forma sólida sobre a chapa. O processo leva cerca de quatro ou cinco horas e até agora só foi feito em escala laboratorial.

Aplicação prática

A pesquisa provou que, com a reciclagem, é possível obter cobre com 99% de pureza, a um custo equivalente ao da retirada do cobre da natureza. O processo traz inegáveis benefícios para o ambiente, uma vez que reduz a necessidade de extração do cobre e retém no laboratório metais pesados como o chumbo, cuja dispersão na natureza é muito nociva.

Como o processo nunca foi aplicado em escala industrial, não é possível estimar suas vantagens econômicas. Segundo Veit, não existe uma legislação específica que obrigue as empresas a encontrar um destino adequado para esse tipo de sucata. Por isso a iniciativa privada não tem interesse em adotar o processo em seus laboratórios.

A pesquisa de doutorado de Veit – orientada pela engenheira Andrea Moura Bernardes, do Departamento de Materiais da UFRGS – foi premiada, na categoria Graduado, na última edição do Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para o pesquisador, a premiação, em março passado, foi um grande estímulo para levar seu estudo adiante. Veit já tem em mente um novo projeto: ampliar a pesquisa para a reciclagem do produto inteiro e não só das placas. Seu próximo passo será estudar os telefones celulares.

Fonte: http://ceticismo.wordpress.com/

Pedagogia da sustentabilidade

A Pedagogia da Sustentabilidade tem como objetivo fazer emergir a consciência de que somos apenas uma partícula no universo, que nada está separado e que, portanto, somos responsáveis pela vida no planeta que habitamos.Essa idéia nos conecta com o sentimento mais profundo do que é sustentável, como a respiração nos conecta com a existência. Cada passo, cada medida, cada ação e cada atitude, devem estar seguras do impacto ambiental e social que podem provocar. Somente dessa forma estaremos caminhando para a sobrevivência global.No século XXI a Educação deve favorecer a Sustentabilidade da Vida no Planeta. O conhecimento só faz sentido se for aplicado para benefício do ecossistema do qual fazemos parte. A fragmentação do conhecimento levou o homem à fragmentação da própria vida: aprendemos a cuidar das partes sem a visão do todo. Daí a necessidade de uma base educacional Transdisciplinar que convoque a todos os educadores para um olhar global, cuidadoso e responsável com a sustentabilidade da vida no Planeta e no Universo onde estamos incluídos. A Pedagogia da Sustentabilidade foi construída através de uma didática criada a partir da prática vivenciada na Escola Vila em Fortaleza, Ceará, fundada em 1981.O forte dessa prática foi investir em uma didática de estímulo à criatividade, à interação e à ação do aluno no processo de aprendizado. Da Educação Infantil ao 9o. ano do Ensino Fundamental, estamos promovendo o aprendizado de forma mais ampla, sempre buscando interligar o fazer, o sentir e o pensar.
Fonte:http://envolverde.ig.com.br

8 de novembro de 2007

É o atual sistema econômico mundial Sustentável do ponto de vista ambiental?

O fenômeno da globalização é um dos pontos centrais do debate acerca das novas tendências que se desenham para o cenário internacional deste novo século. A temática ambiental é, indubitavelmente, um dos grandes temas deste início de século.

Uma das respostas referentes às preocupações sobre os crescentes impactos da atividade econômica humana sobre os recursos naturais veio em 1983, quando a ONU criou a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento com o intuito de propor meios de harmonizar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

O objetivo deste breve artigo consiste em analisar, à luz do que foi exposto nesta sucinta introdução, a possível (ou possíveis) resposta (ou respostas) à seguinte indagação: é o atual sistema econômico mundial sustentável do ponto de vista ambiental? Seria demasiada pretensão, em tão breve análise, apontar uma resposta definitiva para uma questão que é tema de acalorados debates.

A primeira abordagem a ser verificada é aquela desenvolvida pela Economia Ambiental Neoclássica. Ela visualiza o sistema econômico inserido em um meio externo passivo.Os neoclássicos ressaltam a condição paretiana de que seja assegurada, pelo menos a manutenção do bem-estar dos que hoje vivem nas economias de mercado avançada.

Segunda abordagem a ser analisada, argumentam que “se forem mantidos os atuais padrões de expansão da economia global, a humanidade enfrentará, não só rápida depleção de recursos naturais vitais, como também extensa destruição de espécies e perigosa acumulação de dejetos sólidos no ecossistema” (MUELLER, 1999).

Lester Brown propõe uma profunda reestruturação do atual sistema econômico. Brown sugere o desenvolvimento de uma Economia Ambiental Sustentável . Esta proposta de reformulação será a última, mas não menos importante, corrente de pensamento a ser analisada para que então possamos discorrer sobre as conclusões alcançada.

A não destruição do meio ambiente e o baixo custo dessas fontes de energia renováveis são os grandes atrativos deste novo modelo econômico fundamentado na idéia da sustentabilidade. A adaptação de tradicionais instrumentos econômicos, de forma a torná-los compatíveis com esta proposta, seria uma das maneiras de viabilizar a transição do atual sistema econômica para o sistema da economia sustentável.

Chegar a um modelo econômico compatível com a retórica da sustentabilidade não é uma meta alcançável pela simples atuação das forças de mercado, mas sim por meio de um planejamento sinérgico que envolva a plena participação da sociedade e a cooperação entre os diversos atores envolvidos neste processo como as entidades governamentais e as ONGs.A resposta à pergunta a que se propõe responder este ensaio é NÃO.

Os modelos, abordagens e pensamentos citados ao longo deste ensaio são uma parcela ínfima do que se tem feito e discutido nos meios acadêmicos e demais fóruns de debate.



Fonte:http://www.economiabr.net

EU ETIQUETA - DRUMMOND

Texto citado nas aulas de Agenda 21 das quintas-feiras. Consumismo e anulação.


Eu, etiqueta


Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-lo por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer, principalmente.)
E nisto me comprazo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar,
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo de outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mar artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome noco é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
(Carlos Drummond de Andrade)


7 de novembro de 2007

Projeto do Cenbio realiza compostagem de resíduos vegetais

Por Leonardo Zanon*, da Agência USP

O Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) e a AES Eletropaulo estão realizando uma pesquisa conjunta para conhecer o destino dos resíduos vegetais gerados pelo serviço de poda de árvores que é feito para manutenção da rede distribuidora de energia. O estudo, que vem sendo realizado no Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio) do IEE, está em sua fase final, e avaliou o trabalho da Eletropaulo, das empresas terceirizadas e dos 25 municípios pesquisados e a possível utilização dessa matéria orgânica como adubo.As podas, geralmente feita pelas prefeituras, torna-se responsabilidade da Eletropaulo quando a vegetação ameaça danificar a rede elétrica. A empresa é distribuidora de energia elétrica em municípios da Grande São Paulo, e suas equipes trabalham tanto com podas preventivas quanto emergenciais. Como o serviço não é padronizado, a Eletropaulo quis saber para onde iam esses resíduos. A pesquisa do Cenbio mostrará, em números gerais, o quanto deste material vai para aterros, lixões, ou recebe algum tratamento especial.
O projeto denominado Estudo do Potencial de Utilização da Biomassa Resultante da Poda e Remoção de Árvores na Área de Concessão da AES Eletropaulo buscou também dar uma destinação vantajosa a esses resíduos, transformando-os, por meio da compostagem, em matéria orgânica para adubagem. “Trata-se de um processo bem mais simples que a compostagem de resíduos como o lixo doméstico, pois nesse caso tratam-se apenas de restos vegetais”, explica Cristiane Cortez, pesquisadora do Cenbio ligada ao projeto. “Em breve saberemos qual a viabilidade destes compostos que estamos produzindo, e se será atrativo para as prefeituras produzi-los”.
Atualmente, estão montados quatro tipos diferentes de leiras (pilhas de matéria vegetal triturada), num terreno do Projeto Pomar (projeto de revitalização das margens do rio Pinheiros). Em um dos tipos a matéria vegetal está pura, em decomposição natural. Há também pilhas misturadas com esterco de cavalo, uréia, e lodo de esgoto. “A gente sabe que o nitrogênio acelera este processo, por isso temos uma leira sem nada além da matéria vegetal, e outras com materiais diferentes para ver qual tem resultados melhores” afirma Cristiane.
Ao todo, existem três leiras de cada tipo sendo transformadas. No caso do lodo de esgoto, também será verificada a presença de metais e agentes patogênicos no produto da compostagem.Nos próximos meses, quando as leiras forem examinadas e os custos de produção calculados, os pesquisadores poderão dizer se é viável para as prefeituras manterem projetos desse tipo.Atualmente, alguns municípios têm os resíduos de poda levados por empresas que produzem combustível para caldeiras. Cristiane considera a possibilidade de as prefeituras economizarem com a compostagem, o que daria um destino mais “nobre” aos resíduos. “A produção de energia também é muito importante, mas seria interessante ver esse retorno ao meio ambiente na forma de matéria orgânica, na terra”.Cristiane conta que, a princípio, a compostagem seria feita no terreno do IEE, dentro do campus da USP na Capital, mas que para isso seria preciso uma licença especial, já que uma lei da década de 1940 proíbe a realização de compostagem na Grande São Paulo. “Além do mais, nós não sabíamos se seriam atraídos insetos ou se haveria odores. Mesmo visitando outros projetos, preferimos não arriscar”.
A solução veio com a utilização de uma área do Projeto Pomar, do qual a Eletropaulo é uma das maiores participantes. O Projeto Pomar já possuía licença para realizar a compostagem dos resíduos vegetais da sua área de atuação, de modo que a nova usina do Cenbio pôde ir para o mesmo local.(Envolverde/Agência USP).


Fonte:http://envolverde.ig.com.br

5 de novembro de 2007

Começa controle de emissão de gases de carros em SP

Começa hoje o programa de monitoramento de emissões de gases da frota de carros em circulação em São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab dá inicio a ação em cerimônia esta manhã, no Estádio do Pacaembu, na capital. Estima-se que, em 12 meses, sejam feitas mais de 750 mil leituras, o que resulta em 480 mil ou mais identificações válidas. O equipamento de sensoriamento remoto, que ficará em cada endereço escolhido por período de uma semana, está regulado para ler emissões de veículos movidos a álcool, gasolina e gás. A medição é efetuada com os carros em movimento, sem obstáculos. O sensoriamento será realizado em 52 pontos do município. Os dados obtidos darão panorama das condições da frota por tipo de veículo, ano de fabricação, modelo e outros fatores, e poderão ser utilizados para o desenvolvimento de ações de educação ambiental. O sistema também capta e digitaliza imagens do veículo e de sua chapa, bem como velocidade e aceleração. As informações são usadas para validar o teste e identificar veículos poluidores, automóveis que rodam irregularmente e, no futuro, ajudará a monitorar a eficiência da Inspeção Veicular Ambiental de São Paulo.A ESP (Environmental Systems Products), responsável pela tecnologia Remote Sensing, tem experiência comprovada nos Estados Unidos e em países como Áustria, Canadá, México, Hungria, Coréia, Suécia, Suíça, Taiwan e Tailândia. Atualmente, são realizadas anualmente 16 milhões de inspeções por meio dessa tecnologia. Durante os últimos 25 anos, a ESP tem concentrado recursos na indústria de inspeção/manutenção deste tipo de programa. É também a pioneira na indústria de testes de segurança veicular.
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com

Discutindo sobre resíduos

Formação de um grande grupo em círculo; Exposição de lixo seco no meio do grande grupo (o lixo deverá ter materiais que se sub-agrupem e que contenham o mesmo número que os participantes, por exemplo: 5 tampas plásticas, 5 garrafas PET, 5 caixas de suco longa vida, 5 potes de vidro, 5 copos descartáveis). A sala já deverá estar previamente preparada como descrito anteriormente; Inicia-se a aula com um texto reflexivo sobre lixo, de escolha do/a professor/a, podendo ser uma notícia, artigo ou história sobre o assunto “Lixo”. Podemos fazer uso de uma boa música para o fundo da leitura.

- Propor a observação do lixo que está à frente, no centro do grupo;

- Cada participante é convidado a escolher um dos elementos do lixo;

- Distribuição em grupos de acordo com o lixo escolhido – o grupo das tampinhas, o grupo das garrafas, etc...

- Levantar as seguintes questões para análise em grupo:

- Tempo de decomposição;

- Impacto causado pela produção da embalagem;

- Análise do rótulo da embalagem;

- Qual o slogan do produto e apelo publicitário;

- Qual seria a opção para a reutilização do material.


- Apresentação das análises ao grande grupo.

Fonte:http://www.apoema.com.br

Atividade de Educação Ambiental de Primeiro à Terceiro

A Educação Ambiental nas séries mais avançadas, além da conscientização, visa desenvolver, também, um senso crítico nos alunos a partir do momento em que constróem o conhecimento pela percepção e reflexão sobre a realidade vivenciada e experimentada por eles.Por estarem com uma capacidade de abstração mais desenvolvida, estes alunos conseguirão com mais facilidade relacionar os conteúdos de Educação Ambiental estudados na escola com sua vida em comunidade. Assim, aprenderão a buscar subsídios para abraçar uma luta visando uma melhor qualidade de vida ambiental.

As sugestões, então, são as seguintes:

Levantamento de materiais sobre o tema Águas (pelos alunos) como jornais, revistas, livros, vídeos, etc. É desejável, de preferência, que estes materiais sejam reproduzidos ou expostos em painéis (para serem lidos pelos alunos à medida em que chegam na sala de aula) para que todos recebam a informação e montem um arquivo próprio (pasta, caderno, apostila...).

2) Realização de Pesquisas de campo :

2.1) Discutir com os alunos o que é, como proceder e por que fazer pesquisas de campo;

2.2)
Levantamento de dados, realizado pelos alunos, com os agentes transformadores integrantes do bairro (moradores, comerciantes, empresários, dirigentes de associação de bairro) que possam qualificar as condições de vida no bairro;

2.3) Levantamento de dados quantitativos nos postos de saúde e escolas, para obter o número de atendimento por tipo de doenças, número de alunos por escola ...

2.4)
Observar os resultados para, em seguida, transpor estes caminhos e anotações para a planta do bairro, aproveitando para identificar os agentes transformadores deste espaço e pontuá-los na planta (associação de bairro, escolas, igrejas, comércio, indústria...)

3) Análise dos dados:

3.1) Produzir cartogramas com os dados. Pode ser feito sobre uma base topográfica ou sobre uma maquete;

3.2) Detectar pontos críticos e destacar áreas de risco para a saúde dos moradores.

4) Montar uma maquete geoambiental da bacia:

4.1) Reproduzir uma base topográfica e hidrográfica;

4.2) Sobrepor as informações já cartografadas.

5) Montar uma maquete sobre "O cíclo da Água". Seria interessante fazer uma representação tridimensional de como ocorre o ciclo natural e artificial da água. Esta ajudaria os alunos a entenderem quais os caminhos percorridos pela água, sua relação com o relevo, solo, vegetação, energia solar e as ações antrópicas. Pode ser feita com materiais simples e baratos (base de isopor e massa de farinha, sal e água pintada com guache ou tinta para tecido; base de papelão, modelado com massa de papel velho dissolvido em água e cola, ou ainda com base de argila.

6) Monitoramento:

Após comprovar a qualidade da água (com o uso do kit), o professor poderá realizar debates com os alunos, convidar outras pessoas do bairro ou da comunidade para fazerem outros debates (vários enfoques), além de orientar na elaboração dos resultados finais.

7) Produção de textos:

7.1) Elaboração de um relatório. Este pode ser feito em forma de artigo que possa ser mandado para algum jornal, revista...)

7.2) Produção de material para divulgação à população como panfletos, jornais, cartazes, etc.

7.3) Organizar um seminário com a participação dos alunos, dirigentes de associações, médicos sanitaristas, imprensa, etc;

7.4) Fazer a exposição dos trabalhos em forma de: painéis; teatro; poesia; gincanas; desenhos e pinturas.

Fonte:http://educar.sc.usp.br